Saturday, January 05, 2008

Coisas do antigamente II


E a boa que a Avril Lavigne era...!

Coisas do antigamente






Mal sabiam eles, na altura, os astros que iriam ser. Nada como andar sempre a procura de coisas sobre os Metallica para encontrar antiguidades destas...

Português... para que te quero...?



Esta é a segunda parte da saga d' A Procura de quarto em Coimbra. Esta imagem já data de Setembro, mas a intenção é a mesma.

Agradecimentos: Paint

Thursday, January 03, 2008

Coisas do catano!

Aqui há dias o Johnny contou-me que o nick do Julien no MSN era o seguinte: “Tenho um cavalo de Tróia no meu computador”.
Após 10 segundos de reflexão, consegui prever os próximos 10 nicks deste nosso amigo, o do “I hear you callin’ Julien…”. Aí estão:

1 – Tenho o anti-vírus desactualizado;
2 – O meu processador levou 10 overclockings na França;
3 – O meu computador hoje desligou-se sem mais nem menos;
4 – Não consigo eliminar o raio do cavalo de Tróia;
5 – O meu computador hoje demorou cerca de 0.24 vezes menos a ligar;
6 – Hoje o meu leitor de disquetes fez um ruído estranho;
7 – E o raio do cavalo de Tróia ainda cá está;
8 – Amanhã vou sacar o Windows Vista;
9 – Afinal não vou sacar o Windows Vista;
10 – Vou antes sacar o NFS Pro Street.

Resumindo, isto são as questões existenciais do mundo da informática, exteriorizadas através do MSN.

Monday, December 17, 2007

Lost in Hollywood


Se o Charlie sabe desta merda... Ah, esqueçam, ele morre afogado (spoiler).

Sunday, December 16, 2007

Coisas do cacete!

Alguém deve ter tido aulas de registos e catequese com o padre Frederico.

Thursday, December 06, 2007

Coisas do cacete!


Há tempos que andava à procura desta pérola... finalmente encontrei!

Em busca da dignidade


Estava o Cajó e o Zé Tó a beber um copo com o resto da maralha parlamentar. Tudo numa boa, num sítio onde não havia mirones, quem sabe até numa tasca, isto é, num sítio propicio a resolverem os seus mal-entendidos. Mas não! É perante uma vasta plateia, e com dezenas de jornalistas a marcar presença em dado certame formal - congresso de dentistas -, que Cajó se lembra que Zé Tó, por acaso, havia levantado calúnias sobre ele. E pimba! Grande calduço no Zé Tó, que começa a ser apupado. Zé Tó não quer sair a perder e volta atrás para mandar grande respostada a Cajó, que tenta agredi-lo de novo. E pronto...

Diz o Zé Rodrigues que ninguém ficou ferido e que foi apenas uma cena caricata. Mas que é lindo de se ver, lá isso é!

Monday, December 03, 2007

My Dream Is to Find a Madeleine

A prova que não é em Coimbra que se revolucionam mentes e se têm ideias de iluminado!



Ah! E música que deixa a versão original a um canto. Muito bom, simplesmente brutal!

Friday, November 30, 2007

Campeão da humildade



Dos tempos em que o Gato Fedorento era o campeão da humildade, coisa que hoje já não é.

Thursday, November 22, 2007

Contorcionismo facial ou lá o que é!

Antes de mais, quero dedicar esta grande foto ao João e ao Tiago e, também, aos KornBread, que num futuro próximo - ou não - terão um nome decente. Para quem não sabe - sim, é para ti, a única pessoa que vem a este blog, sem ser eu ou o João ou o Tiago - o João e o Tiago são fãs acérrimos , tanto deste blog, como do blog-tributo ao Ti Pereira. Ah! E são dois gandas malucos, também! Por isso já mereciam uma foto de jeito. Ora cá está, então!
O engraçado nesta foto é o chinês ou coreano ou isso, que está lá atrás, que não se encontra a fazer nada de estúpido. Devia ser extraditado! Estes gajos são todos tolos e aquele está a agir como um europeu (excepto português) ou um Americano ou mesmo um africano. Vejam lá a lata dele. E a saber que estavam a tirar uma foto, que o metia, à partida, numa posição constrangedora para o comum dos chineses ou coreanos.

Tuesday, November 20, 2007

Coisas do cacete!


Ando inquieto. Quer dizer, fiquei inquieto durante 5/7 minutos - o tempo que demora a escrever isto.

Andei a apagar mails que já não me serviam para nada e deparei-me com um interessantíssimo - datado de há cinco ou seis meses - aquando estava à espera de um footswitch, que havia mandado reparar (só para não dizer compor).

E o mail dizia o seguinte: "Ok, Luís. Deves de o receber amanhã, sem falta!"

E agora pergunto-me se, na altura, me havia de fiar no Deves ou no Sem Falta.

Outras opções:


1. Luís, vais recebê-la amanhã. Ou não!
2. Luís, amanhã não deve chegar, por isso tens que estar em casa, sem falta.
3. Luís, gosto muito de porco-doce, porque é a melhor comida do mundo.

Isto é, puras contradições.

Friday, November 16, 2007

Reacções químicas avulsas

E se o mundo acabasse amanhã?! Eu não sei o que vocês diriam, mas o que eu diria seria umas destas respostas:

- 'tás a falar a sério?;

- 'tás a gozar!;

- Quem foi que te disse?;

- Ai é? E há alguma festa a seguir com finos a 50 cêntimos?;

- Tchii! O João estava-me dever uns finos de uma aposta no PES!;

- Bem, que fixe! Estava a dever dois finos ao Daniel por causa de uma aposta no PES;

- Tchii! Então é desta que o Benfica NÂO vai ser campeão;

- C'um cacete! Não mandei aquele mail ao James que já andava para mandar há tempos;

- E então o Al Gore tinha razão, era?

- Porra! Nem cheguei a ler a blitz, aquela cópia descarada de revistas inglesas a sério;

- Olha, porreiro pá! ou

- ´tás bonito (a), 'tás!

Resumindo, seria uma pergunta que me iria deixar pensativo por uns tempos.

Wednesday, November 14, 2007

Um requinte do caralho! Parte II



Nem só Zé Diogo Quintela sabe mandar boas caralhadas. Prova disso mesmo é este sketch - um dos melhores "deles" -, onde Ricardo Araújo Pereira consegue captar de forma extremamente inteligente a badalhoquice - espectacular - de Zé Diogo!

Isto, ou como um sketch tão simples pode mudar o nome de um bar.

Um requinte do caralho!


Será, então, esta, a expressão mais famosa das últimas saídas à noite. E não será por acaso, como se pode ver por esta relíquia. Eis que, finalmente, graças à cortesia de Nélson Santos, encontrei alguma coisa que, pela primeira vez na vida, me faz acordar de ressaca, mas ficar feliz.

Thursday, November 08, 2007

Merdas, Parte III

Será, pois, a ostentação de certas utopias dignas de um certo e, por vezes, inverosímil fundamentalismo, que ao chocar com valores patentes numa sociedade onde a acomodação prova mais uma vez que é um bem adquirido, que leva a transposições de conhecimentos cognoscentes a dados cepticismos capazes de várias merdas.

Monday, November 05, 2007

Yellow Boys

Deparei-me no últimos Paços de Ferreira - Benfica com a presença de uma claque que se dá pelo nome de Yellow Boys, que é a claque do Paços de Ferreira. Sem dúvida que é um nome muito giro e engraçado. Aqui não há nada a assinalar. Mas para uma claque de futebol, exige-se um nome com o mínimo de dignidade e masculinidade, c'um cacete! Este nome pode ser, de facto, perfeito, se o objectivo destes jovens era fazer um tributo à Ranger Amarela.

Já agora, deixo aqui algumas sugestões de nomes para alguém (que tenha 0% de bom senso a escolher nomes) que queira formar uma claque:

- Pink Guys
- Magenta Kids
- Azul Cien Dreads


Por último, fica aqui um grande vídeo desta grande claque, que tem um grande nome.



"Eu vivo num mundo amarelo, de todos o mais belo" - Com isto é que acabaram com tudo!

Friday, October 26, 2007

Agora não vai dar pa postar!

o meu teclado esem fios e ta a ficar sem pilhas, logo nao posso escrever que fica tudo torcido. De maneias que ão vai dar pa postar nada. Mas a sério!

Friday, September 21, 2007

Saturday, August 25, 2007

The Separation of Church and Skate

Acho que há muito falta de vídeos sobre padres justiceiros em Portugal. É um tópico deveras muito pouco abordado, ao invés de no "estrangeiro". Vídeos sobre padres justiceiros. Isso vê-se muito, mas é lá fora. Como tal, segue aqui o meu segundo vídeo ao estilo Vitominas. Não é um Marijuana & Baloons, nem um "Ramos & Machado, Lda", mas continua a ser um vídeo dramático e muito bem construído. Ou não. Segue então aqui uma homenagem a esses fanfarrões do norte que são os padres justiceiros. Padres justiceiros! Ah pois, padres justiceiros. E para quem ainda não percebeu: padres justiceiros. Agora não digam que há falta de vídeos sobre padres justiceiros em Portugal. Porque já não há. Mas bem que podia haver mais vídeos sobre... padres justiceiros.

Monday, August 20, 2007

Caralhadas a dar c'um pau! Ou c'um machado!

O meu primeiro filme, bem ao estilo Vitominas. Claro que não tem a classe do Paint, mas não se pode ter tudo. Um tributo a esse grande macho das manhãs da SIC!

Wednesday, August 15, 2007

Marilyn Manson e Romana

Isto é o que se chama de sinceridade pá! Posso sim senhor gostar de Romana, mas não tenho complexos em dizer que às vezes até ouço Marilyn Manson! Muito bem! E viva Portugal!



"And I don't want you, and I don't need you..." Fantástico! Vá, mais um bocadinho: "Continuas chamando-me assim, bebé..."

Monday, August 13, 2007

Em tempos de Volta

Não é nada a Bjork, pá! Porra, chatice... Metem-se logo a tirar conclusões precipitadas. Bah!

É sim, a volta a Portugal em bxclete!! Yuppi!! E por acasos de ter visto a "Complete Picture" dos Smiths e de esses gajos não se calarem com o Cãndido Barbosa, ora tomem lá o verdadeiro Gang das Bicicletas!

The Unthinking Majority

Enquanto não me dou ao trabalho de criar um blogue mais ou menos sério que não inclua post's que só eu percebo e afins, vou ter que me contentar com este. Portanto aqui vai uma musiquinha que não podia deixar de abordar - tal como os OPC's abordam casais.

A música é do projecto a solo do ex(?)-vocalista dos enormes System Of A Down. Pelos vistos Daron Malakian estava a roubar a única coisa que Serj Tankian fazia na banda, isto é, a voz. Então Serj, fez senão bem em arrancar a solo. O albúm Elect The Dead sai a 23 de Outubro (cof, cof), mas desde já podemos ver e ouvir o seu single The Unthinking Majority no YouTube - esse grande chavascal de videos. Este albúm conta com o contributo do ex(?)-baterista dos tais e de Brian "Brain" Mantia, ex-Guns &Roses. Como poderão ouvir a sonoridade difere justamente numa coisa à dos SOAD - a voz.



Segue aqui mais uma prova do grande génio que é Serj Tankian:
We don't need your democracy.
Execute them kindly for me.
Take them by their filthy nostrils
Put them up in doggy hostels.

We don't need your hypocrisy
Execute real democracy.
Post-industrial society
The unthinking majority

Anti-depressants
Controlling tools of your system
Making life more tolerable (x2)

Anti-depressants
Controlling tools of your system
Making life more tolerable (x2)

We don't need your hypocrisy
Execute real democracy.
Post-industrial society
The unthinking majority

Anti-depressants
Controlling tools of your system
Making life more tolerable (x2)

Anti-depressants
Controlling tools of your system
Making life more tolerable (x2)

We don't need your hypocrisy
Execute real democracy.
Post-industrial society
The unthinking majority
Post-industrial society
The unthinking majority

We don't need your hypocrisy
Execute real democracy.
Post-industrial society
The unthinking majority
Post-industrial society
The unthinking majority

I believe that you're wrong
Insinuating that they hold the bomb
Clearing the way for the oil brigade (x2)

I believe that you're wrong
Insinuating that they hold the bomb
Clearing the way for the oil brigade (x2)

Ooooohahh...

Anti-depressants
Controlling tools of your system
Making life more tolerable (x2)

Anti-depressants
Controlling tools of your system
Making life more tolerable (x2)

Anti-depressants
Controlling tools of your system
Making life more tolerable (x2)

I believe that you're wrong
Insinuating that they hold the bomb
Clearing the way for the oil brigade (x2)

We don't need your hypocrisy
Execute real democracy.
Post-industrial society
The unthinking majority

We don't need your hypocrisy
Execute real democracy.
Post-industrial society
The unthinking majority

I believe that you're wrong
Insinuating that they hold the bomb
Clearing the way for the oil brigade (x2)

E segue aqui o alinhamento de Elect The Dead:

01. Empty Walls
02. The Unthinking Majority
03. Money
04. Feed Us
05. Saving Us
06. Sky Is Over
07. Baby
08. Honking Antelope
09. Lie Lie Lie
10. Praise the Lord and Pass the Ammunition
11. Beethoven's C*nt
12. Elect the Dead


Daron Malakian, o ex(?)homem-forte dos SOAD também se irá aventurar a solo com o projecto Scars on Broadway, que é um pouco estranho, senão vejam. Os integrantes de Scars on Broadway são todos os integrantes dos Soad, mas sem Serj Tankian. Isto é, os System não pararam, apenas mudaram de nome e não têm Serj a fazer...back-vocals.

Monday, July 23, 2007

Vai de Vela! Ai vai, vai!

What the fuck happened?!

Friday, July 20, 2007

Evolução dos "Tónes"


Vou ser o mais objectivo possível. Esta é a foto de um gajo que estava a estudar numa esplanada de uma padaria, vestindo um colete retro flector das obras, com um frasquinho de bronzeador. Frasco este que ele ia usando para besuntar a cara de vez em quando. Cliquem para ampliar (porra, já estou a falar comigo outra vez!).

Monday, July 09, 2007

Pedófilo de animais


Então ó senhor Vitor Hugo? Isto são coisas que se façam aos leõezinhos? Você e o Caetano Veloso... O Caetano Veloso ainda disfarça um bocado, agora o shor Vitor é mesmo à bruta, aos olhos de todos. Pedófilo de animais, pá!! Se for o do Sporting ainda vá que não vá. Mas veja lá! A protecção dos animais anda aí à perna e você... Epá! Sinceramente.... Ao menos usou protecção?!

Sunday, July 08, 2007

Jornalismo daquele pior que o mau, aka Jornalismo

"O primeiro dia da 13ª edição do festival patrocinado pela melhor cerveja da Península Ibérica foi um sucesso a nível de adesão de público. Mesmo sem números oficiais, estima-se que mais 35 mil pessoas compareceram no Parque Tejo. Grande parte delas seduzidas pela presença dos Metallica. Mas foi preciso esperar - e muito - pela chegada dos grandes senhores de "Kill'em All".

A meio da tarde, a primeira banda causou logo espanto - e isso tanto pode ser bom como mau. Os Men-Eater laboraram um amontoado sonoro capaz de provocar turbulência no ar ao ponto de quase impedir os levantamentos e as aterragens dos aviões no aeroporto da Portela que ali fica perto. O vocalista não cantou - emitiu uns grunhidos num idioma imperceptível. O JN passou 17 minutos a tentar perceber se o homem adoptava a língua portuguesa, inglesa ou o aramaico. Infelizmente, não chegámos a qualquer conclusão e, como tal, pedimos desculpas aos nossos leitores.

Mais do mesmo

Sem demoras, seguiram-se os More Than a Thousand, outros da mesma casta. Os guitarristas abanavam o tronco e cabeça como se enxotassem abelhas alojadas no cerebelo. Desconhece-se se terão uma grande carreira pela frente. Todavia, caso a banda se dissolva, os seus membros terão futuro garantido como sonoplastas de filmes de terror ou de documentários sobre animais selvagens para a National Geographic. O mesmo se aplica aos Mastodon e aos Blood Brothers - ainda que estes últimos tenham mostrado, aqui e ali, bons apontamentos de electro-metal (seja lá o que isso for). Dos Mastodon e Stone sour nem vale a pena falar pura banalidade.

Enquanto a noite chegava, dilatava a ansiedade para ver os irresistíveis Metallica, de longe a banda mais apetecível do arranque do Super Rock. Mas isso só aconteceria depois do fecho desta edição e, momentos antes, fomos obrigados a suportar tortura. A sério. Por causa de Joe Satriani.

Segundo as nossas contas, em Março de 1972, Joe Satriani tinha 16 anos. Foi nesse mês que a NASA lançou para o espaço a sonda Pioneer 10, o primeiro objecto construído pelo homem a sair para fora do sistema solar rumo a uma viagem sem retorno. Ora, importa levantar uma questão quem foi o responsável pelo facto de Satriani não ter embarcado na dita sonda? Convém apurar responsabilidades. Satriani ficou na Terra. E as consequências, hoje, são gravíssimas: ele é o músico mais chato da troposfera.

Que lugar para Paredes?

Ontem, no palco Super Rock, isso foi bem visível. Satriani? Nele tudo merece ser desancado do exibicionismo virtuoso ao onanismo guitarrístico. Os seus dedos esquadrinham o braço da guitarra para erigir nada mais do que uma maçada exorbitante, uma estopada inaturável vinda de quem privilegia a técnica e se olvida da imaginação - e o Super Rock, até ver, não é um festival de ginástica. Os fãs gostam de apregoar o facto de Satriani ser "o 7º melhor guitarrista de sempre". E que significa isso? Ninguém sabe. Aliás, em que lugar ficou Carlos Paredes nessa lista? Ninguém sabe.

Sejamos realistas é menos nocivo para a saúde ver sete concertos seguidos dos Judas Priest (ou até oito) do que uma hora de concerto do Satriani. De certeza que a música de Joe Satriani faz mal às àrvores - proíbam-na! Livrai-nos deste jactancioso para que doravante não mais cá venha semear o tédio. Como se tudo isto não bastasse, Satriani é ainda caudaloso na azeitona espremida."

Cristiano Pereira


http://jn.sapo.pt/2007/06/29/cultura/a_tortura_satriani_a_espera_metallic.html

Monday, July 02, 2007

O que fazer nos exames de Cultura (sem ser estudar para Semiologia)

Júlio De Matos e o seu modelo-zénite – a psico-sociologia

Entende-se pela obra de Júlio De Matos, que ele seria o homem indicado para tratar de patologias relacionadas de certas pessoas, que ao “frequentarem” o “curso” de Jornalismo, chegam por vezes, a conhecer um professor por semestre.

Foi isto o que aconteceu a três alunos de Jornalismo, que digamos que, não sabem o que é que querem da vida. Degredo ou masoquismo voluntário? (existirá involuntário?) Os dois. Penso que a vida de degredo que estes levaram se deve a um masoquismo clarividente. E a um bocadinho de loucura também. É por estas razões que o psiquiatra portuense se hoje fosse vivo, teria tratado, com certeza, de organizar e tratar de propor sessões de psicoterapia a tais larápios. Importa pois, neste momento, tentar expor certos aspectos da vida destas criaturas.

Comecemos então por Talcott Parsons. Desde a última vez que falei sobre ele, este autor viu a sua vida dar uma volta de 180º. Há quem diga que foi de 360º, mas eu penso que não, porque “senatão”, ele encontraria-se tal e qual como estava antes (digo eu). Para começar, ele arranjou meios para transformar o seu famoso café (mas só entre dois ou três membros VIP) num bar com muito mais qualidade, espaço e condições, embora tenha perdido a sua característica caracterizadora (bom, hã?), que era o acolhimento. Este seu novo bar inclui agora uma pista de dança, onde se fazem partidas de PES, mas agora é utilizada somente para matar veados e afins em “Elder Scrolls IV: Oblivion. Isto só para terem uma ideia da transformação e evolução que sucedeu a tal café. Agora, o novo bar possui terraço, onde se fazem pequenas partidas de futebol, onde ao primeiro chuto (mas primeiro, mesmo), a bola vai parar ao quintal do vizinho, onde se encontra um cão boxer interesseiro, que não quer, nada mais, nada menos que peso puro e duro. Uma vez fui lá e fiquei com as calças todas sujas. Mas nem só de sexo entre animais e humanos se resume a utilidade do terraço de Talcott. Este é utilizado também para “atirar limões uns aos outros”, passatempo que atrai muita clientela, parecendo que não.

O seu novo bar possui uma casa-de-banho que tem um espelho tipo, aquele da Branca de Neve, onde Émile Durkheim sempre que pode dá lá um salto para fazer a barba.

Escusado será dizer que, devido a estes factores, Talcott não tenha mãos a medir e não saia de casa. Não admira, portanto que, sempre que este é visto na rua é abordado pelos colegas de “curso” de forma… abrupta, digamos.

Passemos agora a falar da patologia de outro alienado: Émile Durkheim. Este indivíduo assistiu durante um semestre à cadeira de Inglês, não pondo os pés em mais nenhuma. Este facto leva-nos a pensar que a sua patologia pode ser mais grave que a de Parsons. Os seus passatempos na bela cidade de Coimbra, durante todo o semestre foram: futebol, Noites Longas (que já abordarei mais á frente), Metallica, In Flames, Moonspell, Smiths e SOAD (em volumes ensurdecedores para o comum dos mortais). Facto este, que levou os seus senhorios (que vivem no andar de baixo) a expulsar um indivíduo pacato que morava com eles (o outro é Weber), alegando que ele era muito introvertido, que nos acusava de sermos muito barulhentos, e que não ia funcionar com a nossa personalidade de, passo a citar: “rapazes pacatos que podem ficar um tempinho a mais à noite a estudar, logo fazendo um pouco de barulho”.

Noites Longas: facto ou ficção? Este indivíduo que vinha para Coimbra mais ou menos para ir embebedar-se para a Noites Longas, chegou a fazer o impossível – ou não! Perdeu o cartão do consumo mínimo, logo foi obrigado a pagar o extravio. Partiu o fecho da carteira, isto por o abrir e fechar tantas vezes à procura do cartão (quantas mais vezes procurasse, mais hipóteses teria de ele vir a aparecer). Chegou a casa escreveu a segunda parte do Mein Kampf (que se veio a arrepender no dia seguinte). Partiu o relógio, o telemóvel e deixou as calças na cozinha, cujo colega de casa (Max Weber) se deu conta quando acordou no dia seguinte.

Outra história gira foi quando no dia seguinte a uma noite de Queima, ele ter perdido os sapatos, apesar de ter entrado com eles em casa. Ao fim de os colegas de casa iniciarem uma intensa busca por toda a casa, o principal interveniente foi procurá-los ao frigorífico e armários e por incrível que pareça não estavam lá. Entretanto mandou um SMS a Parsons com o seguinte conteúdo: “Parsons, viste os meus sapatos?” ao que ele respondeu: “Não. Por acaso não.”. Vá, passados uns tempos, os sapatos apareceram! Entalados entre a cama e a parede.

Mas nem só de histórias felizes, se traçam as patologias de Durkheim. Este também chegou a passar duas noites erguidas sem ir a um sítio que está um bocadinho mais acima da Via Latina.

Passamos agora para a “vida” de Max Weber. “Vida” esta que se pautou pelos “horários Citroën”, isto é, deitava-se sempre às 8 horas da manhã, isto para poder ver as primeiras notícias do dia, e acordava às 3, 4 horas da tarde, tirando segundas e quintas, pois Weber também apresentou a patologia de assistir às aulas de Inglês.

Tirando isto, temos a faceta de Weber um pouco mais sedentária. Ele chegou a passar dias e semanas seguidas no bar do Talcott. Mas como são todos amigos (normalmente uma característica dos alienados; vejam o “Flying Over a Cuco's Nest”), ele nunca chegou a pagar consumo mínimo.

Resumindo, se Júlio de Matos fosse hoje vivo, teria dito: ”Olha que belas cobaias que eu aqui tenho!”. E acrescentava: ”E ainda por cima não são comunistas!”.

Se calhar vou fazer um cartoon acerca destes maganos, aplicando as minhas capacidades artísticas. Aqui vai:



- ‘Pera aí ó Durkheim! – Grito vindo do fundo da sala.

Bem tenho que ir que se faz tarde, e acho que me estão a chamar. Pois, tenho mesmo que ir, é o Júlio de matos e tenho que ir à terapia. Tchau malta!


*Reparem que afinal Júlio de Matos está vivo! A capacidade de enredo deste escritor é uma coisa assim de fenomenal. Ele relata todos os acontecimentos sempre a apresentar a pessoa de Júlio de Matos como morta, e, eis que, no fim, se descobre que está vivo e poderia muito bem, estar na mesma sala que ele. Note-se que esta criatividade é só patente em grandes autores do passado (tipo, Idade da Pedra ou assim).

*Posfácio por Carolina Salgado