Sunday, May 20, 2007

A Redacção da Vaca


Redacção sobre um animal


O pássaro de que vou falar é o mocho. O mocho não vê nada de dia, e à noite é mais cego que uma toupeira.Não sei grande coisa do mocho, por isso vou continuar com outro animal que vou escolher: a vaca.
A vaca é um mamífero. A vaca tem 6 lados: o da direita; o da esquerda; o de cima; o de baixo; o de trás, que tem um rabo, o qual tem um pincel pendurado (com este pincel espantam-se as moscas para que não caiam no leite); a cabeça serve para que lhe saiam cornos e também porque a boca tem de estar nalgum lado (os cornos são para a vaca combater com eles).Pela parte de baixo tem leite. Está equipada para que se possa ordenhar. Quando se ordenha, o leite vem e não pára nunca. Como é que se desenrasca a vaca, nunca compreendi, mas o leite cada vez sai com mais abundância.O marido da vaca é o boi. O boi não é mamífero.A vaca não come muito, mas o que come, come duas vezes, portanto já tem bastante. Quando tem fome, muge. Quando não diz nada é porque está cheia de erva por dentro. As suas patas chegam ao chão.A vaca tem o olfacto muito desenvolvido, pelo que se pode cheirá-la desde muito longe. É por isso que o ar do campo é tão puro.


Texto da autoria de um rapaz francês com cerca de 14 anos, retirado do livro d’O Homem Que Mordeu o Cão, Volume 1 – Adaptação a livro da rubrica de Nuno Markl na Antena 3, com o mesmo nome.

Hippies no McDonalds

Na sexta-feira vi hippies no McDonals. Sim, leram bem. Hippies no McDonalds. Eram um grupo de cinco ou seis e estavam naquelas mesinhas que há na parte de fora. Mas para meu espanto (aliás, para meu segundo espanto), eles não estavam lá para encanar cerveja. Eles estavam MESMO a comer no McDonlads!

Eu tinha a ideia (e o resto do mundo, p’raí) que a filosofia hippie era aquela cena do “paz e amor”, do contacto com a natureza, e aquela – a que mais interessa para o caso – de comerem principalmente comida saudável, nomeadamente vegetariana ou macrobiótica. Logo, aqueles que eu vi estavam a ir contra as regras (vá, podiam estar no dia de folga, mas isso não vos posso garantir). Eles meus amigos, perdão meu amigo (tenho dupla personalidade e “ele” é o único a ler o que aqui se escreve), estavam a comer alimentos (já cansa falar em comida) altamente gordurosos. Resumindo, hambúrgueres totalmente “não-nutricionistas”, em que as vacas (mas mesmo vacas, daquelas que mugem…hmm...pera…daquelas que têm tetas…hmm…pera…daquelas que são irracionais…porra! também não serve; esqueçam! Daquelas vacas, cujas patas chegam ao chão*), que eles abatem para fazer os hambúrgueres são tornadas “adultas e comestíveis/abatíveis” dentro de quatro ou cinco semanas.
Mas mesmo assim aquilo é bom e eu gosto, mas eram hippies, c’um catano! Sendo assim vou já comprar um Buldogue e jogar FM, em vez de ir tomar banho.

* Leiam o post acima

Saturday, May 19, 2007

O quase culminar da palhaçada (é que também houve o cortejo)

Entre as diversas expressões ou conversas algo bizarras que ouvi durante a Queima das Fitas – “Esse grande chavascal” (como diz o Pipi), houve uma em particular que me despertou a atenção a ponto de a ter memorizado logo no telemóvel, para mais tarde recordar. E a expressão foi: “Eu pareço uma avioneta, se reparares”

Andava eu às voltas pelo recinto, talvez à procura daquela poção mágica da noite coimbrã, que até é assim p’ró amarelo e tal, quando ouço esta grande expressão, vinda de um grupo de amigos (que suponho eu, já tinham efectuado o trajecto que eu estava a fazer, algumas quinze vezes). Mas deixem-me enfatizar: “Eu pareço uma avioneta, se reparares”, repito:
“se reparares”.

Vá confesso que até já estava um bocado tocado, mas eu reparei bem e o rapaz não se parecia nada com uma avioneta. Mas é que mesmo nada! A sério, acreditem! A minha noção de uma avioneta pode não ser lá muito boa, mas eu tenho a ideia de uma avioneta ser uma espécie de aeroplano, que até tem duas asas e pelo menos um motor. Ah, e é construída maioritariamente por metal. Então penso que é um bocado diferente de um ser humano a fazer “o quatro” ou lá o que era. O rapaz não era de metal. Era de carne e osso…e tendões…e músculos…e cevada, vá.



Outra situação engraçada sucedeu quando o Pepper me perguntou se queria ir buscar cerveja com ele. Quando eu lhe pergunto se ele já tinha senhas, ele respondeu-me isto: “Ya, já comprei um Packett”. Mas foi uma coisa que até saiu assim no momento. Foi uma resposta não foi propositada. A sério!
Agora eu tenho duas perguntas:

- Se dá mesmo para comprar Packetts, quem foi o infeliz que comprou um e o meteu a leccionar Inglês aos alunos de Jornalismo?

- Será que ainda dá para o devolver?

Enfim… era a Queima.

Tuesday, April 10, 2007

"Os Grandes Portugueses...e Desiquilibrados"

Meu querido António de Oliveira Salazar:


Parabéns! Onde quer que estejas, acredita que estou profundamente orgulhoso com o teu trabalho. Trabalho este que te foi finalmente reconhecido, no programa "Os Grandes Portugueses". És dos meus súbditos mais fiéis, e acredito que se não tivesse sido a Revolução dos Cravos (aquela paneleirice), Portugal ainda podia ter chegado mais longe e nos dias que correm podia ser considerado como a praia de Espanha da tortura, chacina e opressão. Tantos agentes da PIDE que poderiam ter sido ainda mais felizes. Tantas torturas que ficaram por fazer. Tantas eleições imparciais que podiam ter sido ganhas com grande vantagem sobre adversários inexistentes. Tantos soldados que podiam ter sido mortos em África. Enfim, é este o reconhecimento que nos dão quando tentamos fazer algo em prol da Humanidade/Raça Ariana. Derivado a existirem pessoas, preocupadas com a.... liberdade ou lá o que é, como é que se pode levar para a frente um país liderado pelo totalitarismo?! É por causa de pessoas como estas que Portugal nunca há-de chegar a lado nenhum.
Felizmente começa-se a ver alguma coisa e foi com agrado que vi 41% de Portugal a votar com sensatez. É com grande alegria que vejo no horizonte quaisquer poeira fascista e de violação dos… ai! Como é que é?! Ah! Direitos Humanos. Está provado. À tua pessoa e trabalho, fez-se agora homenagem e justiça. Quanto ao meu trabalho, que outrora foi travado por aqueles paneleiros dos americanos, está agora a ser copiado quase a papel químico, adivinha por quem. É isso! Por aqueles paneleiros dos americanos. Ficaram com inveja dos meus feitos e agora, passado mais de meio século, tentam fazer aquilo que eu fiz: aquela ideia gira de matar milhares e milhares de pessoas inocentes. Mas falta-lhes aquilo que também te faltou a ti, meu caro Salazar: o amor à camisola! A tal chacina por raças diferentes da nossa. Isso sim é que foi uma ideia gira! Sim senhor, Salazar, foste senhor de ideias muito giras e foste um grande ditador. Torturaste e mataste muitas pessoas por pronunciarem palavras malditas, como “liberdade” ou “paz”, muito bem, há que louvar. Mas tanto oprimias pessoas com olhos verdes ou castanhos. Tanto mandavas abater a tiro pessoas com barba ou sem barba. Foi esse o teu problema. O mesmo se está a passar com o nosso grande amigo Bush. Entrou naquele espírito, da morte e genocídio, sim senhor, mas é um genocídio encoberto e com questões económicas por detrás. Falta um bocadinho de descaramento - coisa que já melhorou um pouco - e falta também o gosto pelo mandar matar pelo puro gozo. Aquele matar na desportiva, sem interesse pela vitória, sem a preocupação com a derrota. O que interessa é participar! Se eu não soubesse que o Bush andava a derramar sangue por causa do petróleo, até começava a passar a ver todos os dias emissões televisivas acerca da invasão do Iraque, onde se vem casos engraçados de ataques bombistas ou bombardeamentos sobre civis. Mas desta forma, perde muita piada. Claro que não é por causa de alguns milhões de barris de petróleo que Bush deixa de ser uma pessoa que vai ficar no meu coração. Tenho pena que os paneleiros dos americanos tenham morto um grande amigo que era o Saddam. Foi uma pessoa de grande carácter e obra feita que se perdeu, e cujo contributo de tortura e fuzilamento viu o seu fim.
Amigo Salazar, só nos resta esperar que outros países sigam o exemplo de Portugal. Alguns dos nossos amigos, continuam a ser vistos como pessoas sem escrúpulos. Esperemos que a Espanha, a Itália, a China, o Iraque ou os EUA sigam o exemplo da RTP e façam um programa do género “Os Grandes Portugueses”. Temos amigos vistos como bárbaros ou monstros, cuja imagem podia de facto, ser limpa: Franco, Mussolini, Mao-Tsé-Tung, Saddam e agora o amigo Bush.
Salazar, meu grande compincha, espero que esta carta te encontre bem de saúde e onde quer que estejas, desejo-te que não estejas num sítio que faça tanto calor como aqui e que haja tantas pessoas sem serem altas, loiras, de olhos azuis a chatearem. Quanto ao calor ainda posso tomar um belo de um duche, sem aquela preocupação de saírem gases tóxicos do chuveiro. Agora, quanto ao resto, só me resta calar e esperar que se cansem de mandar fruta podre. Lugar terrível, este.
Caro colega, pensando já na impossibilidade de não poderes responder a esta carta, pois aquela queda da cadeira, pode-te ter impossibilitado de escrever, combino aqui um lugar onde possamos tomar umas loiras e comer uns amendoins. Vai ter ao bar “Mein Kampf É Que Rula”. Paro lá bastantes vezes. Talvez possamos discutir umas estratégias para formar aqui um pequeno exército de Hooligans ingleses. Vêm-se cá muito.

Um abraço deste teu grande mestre e agora, admirador: Adolf

PS: O Álvaro Cunhal também era um adversário à altura.

Monday, April 09, 2007

Merdas, Parte II

Derivado de questões politicamente incorrectas, que ao atravessar mentes mais conservadoras, levando ao seu consequente despotismo relacional, que aquando confrontados com tais leviandades, proferidas por quaisquer apologista de um desmedido totalitarismo, são levados a demonstrar a sua faceta mais crua e ao consequente desvanecimento daquela que havia sido, outrora, a imagem de uma apologia pela liberdade... Foda-se! Já chega, pá!

Era espetá-los num pau, com fogo por baixo...

- Boa tarde! Tem clips?
- Não. De momento, não. Mas tenho daqueles elasticozinhos...
- Ah, ok! Deixe estar. Boa tarde!

Monday, March 26, 2007

Estou além

Pá, eu não sou gajo de meter letras no blogue, nem nada que se pareça, mas esta tinha que ser. Desde já, as minhas sinceras desculpas.

Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P’ra não chegar tarde
Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão

Vou continuar a procurar a quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só

Quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi

Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P’ra outro lugar

Vou continuar a procurar o meu mundo, o meu lugar
Porque até aqui eu só

Estou bem
Aonde não estou
Porque eu só estou bem
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou
Porque eu só estou bem
Aonde não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou


(António Variações)

Jurássico

"Fiquei tristérrima quando os dinossauros morreram!"


Ass: Lili Caneças

Thursday, February 01, 2007

Sons africanos?! Metallica?! Sepultura?! Concertos?!.....Hummmm….Sofás?! Ou apenas jornalismo daquele ainda pior que o mau?!

Um sofá, um sorrisinho destes nos lábios do jornalista, um sorriso envergonhado da figura da direita… Quem não sabe bem ao que vai, deduz logo que esta imagem foi retirada de um filme daqueles menos conservadores (porno, vá!). Tal pensamento não me ocorreu, visto eu conhecer muito bem (é, é…isto é eu cá, tu lá) o Senhor á direita na foto.
Bem, mas não é esta foto, digna de tempo de antena nos apanhados, que me leva a estar a escrever esta merda. É sim, o vídeo (de onde esta foto foi tirada) da entrevista feita por um jornalista chileno da cadeia Via-X, a Mr. James Hetfield, aquando a presença dos Metallica num concerto em Santiago do Chile.
O jornalista começa um tópico, lembrando os concertos que os Metallica deram com os Sepultura. O melhor guitarrista rítmico do mundo explica que os Metallica são fãs deles, e que dar concertos coma banda de Max Cavallera & Friends é uma boa forma de ganhar fãs. Ás tantas o pacóvio do jornalista (se calhar o pacóvio não era necessário, bastava jornalista já era suficientemente mau), tem a ideia genial de perguntar se os Metallica estão a ter alguma influência dos ritmos e sons africanos dos Sepultura no trabalho com Michael kamen (S&M) e se estão a pensar incluir esses ritmos e sons nos próximos álbuns. Mr. James Hetfield pergunta-lhe com ar de céptico: “Brazilian sounds?!”, ao que o pacóvio responde: “Yeah, you know…latino-american sounds”. A resposta a esta pergunta parva foi que isso não é algo que interesse aos Metallica. Isto para não o ter mandado logo, não para o caralho, mas para o mosh.
É assim, se o gajo não conhecia os Metallica, não ia lá fazer a entrevista. Pah, se não há mais jornalistas no Chile, não havia entrevista, ponto final! Se o pacóvio não tinha mais perguntas e ainda tinha muita fita para gastar, perguntava-lhe acerca do tempo ou da saúde (tópicos deveras mais importantes que o dos sons africanos, diga-se de passagem).


Outra pergunta desnecessária foi a seguinte: “Sabes que os Metallica são mais populares no Chile que os Iron Maiden e os Slayer juntos?” Ao que eu respondo: “A sério??!! Não me gozes!! Já agora ficas a saber que os Metallica são mais populares do que três ou quatro bandas juntas, em todos os países, excepto em Portugal, derivado a haver bandas como os D’zrt ou os 4 Taste.”



Resumindo, este é um dos casos mais graves de jornalismo à face da Terra. Apesar de serem todos graves, há alguns que ainda conseguem ser piores. Olha, estou-me agora a lembrar de um…aquele da entrevista do jornalista chileno ao James dos Metallica.

PS: Uma ideia gira era darem um concerto ou fazerem uns singles com o Netinho ou o Iran Costa. Pensa nisso, James!! Porque não??!

Monday, January 08, 2007

Missões de Paz


"Capacetes azuis acusados de abuso sexual, durante missões de paz"
Hummm... Seriam missões de paz ou de pás, pás, pás??!

Saturday, November 25, 2006

FF


Faz-me 1 Filho?
Fui Fodido?
Fuck France?
Faz Figas?
Franz Ferdinand?
Fui a Fátima?
Fui Físico?
Fitness Fascista?
Face to Face?
Fear Factory?
Final Fantasy?

Canção da esperança

Tu tens a arma para fazer da Humanidade um povo, um povo mais feliz
Mas tu sabes, é preciso força…de vontade
Para voltar aos nossos antepassados
Tens a arma, para fazer da Humanidade um povo mais forte
É preciso, é força de vontade

Tu tens a bala para fazer uma grande balada como esta

Tu tens a bala para fazer de Portugal um país como…a Checoslováquia
Tens a bala para…nos fortalecer
Vamos fazer da Checoslováquia um país como…sei lá, a Dinamarca
Tu tens a bala para mudar o Mundo…e quem sabe, Portugal!

Porque tu tens a bala para fazer uma balada…como esta

Descubra as diferenças!



Saturday, October 07, 2006

Mona Lisa

Este foi o resultado que eu obtive através da procura de moças Checas no Hi5. Se o Leonardo sabe, ai ai!

Isto só pode ser uma pista! Eu acho... Há coisas giras!

Sunday, September 17, 2006

Anúncios para post(e)s

Fica aqui um amostra do resultado de cinco dias à procura de casa em Coimbra. Divirtam-se!


Eu gosto principalmente da parte sublinhada...


Ainda dizem que há impessoalidade nas relações. As raparigas que decidirem dividir o apartamento com a autora deste anúncio (ou folha A4 com uma data de parvoíces que supostamente deviam ser cómicas), já sabem de antemão a sua personalidade. Já sabem que tipo de música gosta e que tipo de letra que gosta de usar quando escreve a computador. Sabem também que ela é simpática e que gosta de usar smileys. Aliás, se repararem bem, poderão saber que é uma moça que se preocupa com a beleza (o apartamento situa-se próximo a um cabeleireiro). Se ao menos fosse o do João Rolo, isso é que era!



Este é o meu favorito! Andam pessoas como Luís de Camões, Fernando Pessoa, Shakespeare, Jean Paul Sartre, Valentim Loureiro, a tentar melhorar cada vez mais as suas línguas maternas e dedicam vidas inteiras a fomentar o desenvolvimento destas e suas respectivas culturas. O autor deste fabuloso anúncio, não duvidem que, construiu e deu a conhecer ao Mundo uma nova língua, e não deve ter gasto mais de 2 minutos. São estes seres que devem ser homenageados e não cá o José Saramago ou não sei quê!



Gosto de dar ênfase a anúncios como este. São pessoas como estas que permitem o desenvolvimento da nossa economia. Reparem na tinta que se poupa, quando não se sinais de pontuação! É também, caso para louvar!


Este é o meu segundo favorito, pois, às vezes uma pessoa precisa do número da Telepizza e não o tem à mão; outras vezes, precisa de desabafar; há dias que a ligação à Internet está sempre a ir abaixo, de modos que, este número facilita, pá!


E como isto de procurar quarto em Coimbra não se resume, justamente a galhofa e carolice em torno de anúncios estúpidos, fica aqui um aparte. Uma daquelas coisas que nos fazem seguir em frente. Uma daquelas coisa que nos faz sentir pessoas normais. Uma daquelas coisas que, tal como, a existência de pessoas como o Heitor Lourenço e o Cláudio Ramos, nos fazem dar uma boa gargalhada. Deliciai-vos, então!

Nota: A forma de censura que eu usei pode ser uma novidade para muitas pessoas, mas isto vê-se muito lá fora. Há diversas cores e feitios. Modernices....

Thursday, August 24, 2006

Era este ou o outro?

Loc 1 - Olha...quem era o gajo!
Loc 3 - Viste a t-shirt do gajo?! Que gozo!
Loc 2 - Era este ou o outro?
Loc 1 - Acho que era este...
Loc 2 - Era este não era?
Loc 1 - Acho que sim...
Loc 2 - Que tóino!
Loc 1 - Eu conheço-o só por causa do carro, também...
Loc 2 - Estes gajos é que é! Antes só um deles é que tinha a carta e depois conduziam os dois.
Loc 3 - Ai era?!
Loc 1 - Ya! Eles são iguais. Mas agora já têm os dois carta.
Loc 2 - Mas só um é que tirou a carta; só um é que foi à tropa e assim...
Loc 3 - “Dass”!
Loc 1 - Ya, há um que é mais ajuizado, foi esse que fez tudo.
Loc 2 - Este aqui casou-se no fim-de-semana passado.
Loc 1 - Pois foi...mas foi este ou o outro?
Loc 2 - Não, acho que foi este...ou foi o outro? Olha que agora já não sei...
Loc 3 - Este ou o outro?! Isto gravado dava um bom sketch!
(Risada geral)
Loc 1 - É capaz de ter sido este.
Loc 2 - Estes gajos andaram a trabalhar comigo.
Loc 1 - E comigo também. Que moca! Este gajos trabalham “p’ra” cara***!
Loc 2 - Ya, pois é...por acaso.
Loc 1 - Estes gajos andam sempre a trabalhar!
Loc 2 - Este gajos levantam-se logo às quatro da manhã “p’ra” ir trabalhar!
Loc 3 - Porra!
Loc 1 - É! Andam sempre a andar!
Loc 2 - São eles que desempanam aí o pessoal todo!
Loc 1 - Este aqui casou-se e acho que foi com uma professora!
Loc 2 - Foi este?!!
Loc 1 - Acho que sim...Eu digo isto por causa do carro.

Extrato de uma conversa amena!

Friday, July 28, 2006

Amo-te GOOGLE!!!


Andava eu a praticar o meu desporto favorito, o de gozar com os Dijért, quando fui levado ao Google com vista a pesquisar quaisquer imagens que deturpassem (ainda mais) os seus elementos (os que não tocam, só saltam; os que não escrevem letras, plagiam-nas). Foi então, que aquando aberta a dita página com as imagens que me deparei com algo extremamente...apaixonante, talvez: “Será que quis dizer: dirt”.

O Google, sendo o melhor motor de busca à face da Terra, sendo o mais poderoso e eficiente, poupa logo tempo aos utilizadores que se enganam na sua pesquisa, inserindo no respectivo campo de pesquisa coisas parecidas. Então, o GRANDE Google, ao reconhecer o nome Dzrt, apressa-se logo a dar um significado que, neste caso, é lixo.
Obrigado Google! Não estou só nesta luta!

Meias da raquetezinha_O regresso

Mesmo eu, que sempre tentei perceber o mistério das meias da raquetezinha e que nunca o desvendei, fui confrontado com este...vírus, sei lá, de maneira que, tenho a divulgar que as meias da raquetezinha estão aí, estão em força e estão-se a apoderar de nós, humanos (e do pessoal da assembleia também).

Certo dia, eu, Weber e Parsons estavam-nos a equipar para ir jogar uma peladinha nas imediações do estádio universitário, quando me dei conta que não tinha meias de desporto. Ao fim de muita procura, apercebi-me que o único par que tinha era um par de meias da raquetezinha (azuis).
Por isso, meus amigos, não há que o negar: as meias da raquetezinha são um dado adquirido no quotidiano, são o logotipo da moda contemporânea, chegam mesmo a ser um valor presente no social, encontram-se em expansão e o mais preocupante: ninguém lhe irá resistir!

Regresso à normalidade

Estamos a atravessar uma fase de grande instabilidade mundial. As guerras multiplicam-se e o conflito existente no Médio Oriente parece estar para durar. Mas não há motivo para preocupação, por enquanto temos simplesmente jogos amigáveis, mas qualquer dia arranca o campeonato nacional de futebol, sem falar nas pré-eliminatórias da Champions e obviamente uma espécie de manto da invisibilidade é passado sobre estes problemas.

Eu penso que, se todas as civilizações fossem tão doentes por futebol como é a maioria dos portugueses, só haveria guerras durante as férias das equipas de futebol de cada país. Bem, ou pelo menos seriam os únicos tempos em que se falaria nesse tema.

Uma ideia gira era os campeonatos de futebol durarem o ano todo ou entao o Europeu e o Mundial realizarem-se de dois em dois anos, em vez dos habituais quatro.

Thursday, July 13, 2006

Meias da raquetezinha VS China

Qual o mais proliferante??!!

Tuesday, July 11, 2006

Procuro Dono! A derrota do cepticismo

O cão é um animal irracional. Ou eu estou 100% certo e isto é verdade ou algo de extremamente revolucionário está a acontecer no Reino Animal.

Eu que pensava que os cães não sabiam ler, não sabiam escrever, isto é, não possuíam quaisquer habilitações literárias e que além do mais, não possuíam telemóvel e que o facto de não terem dedos oponíveis era um entrave à sua total actuação na sociedade, vejo-me na obrigação de rever todas estas, até agora, verdades absolutas.

E isto porque o número de cartazes que incluem uma fotografia de um espécime canino ao centro, a expressão "Procuro Dono" ao cimo e um ou mais números de telefone e/ou telemóveis ao fundo encontra-se em crescente aumento.

Perante isto, encontro-me numa fase de exacerbada e necessária especulação e formulação de hipóteses, com vista à obtenção de uma explicação lógica deste facto.

Se os cães sabem ler e escrever e possuem capacidades lógicas de raciocínio e não só um mero instinto, mesmo sem terem frequentado a escola, como é que isto se tornou possível? Deu-se-lhes uma mutação nos genes? Talvez. Aprenderam com os progenitores? Não me parece, porque no tempo dos pais, eram os donos que procuravam os animais domésticos e não o contrário (como se sucede actualmente). Começaram a perseguir crianças de 5/6 anos, justamente com o intuito de lhes sacarem alguns doces e por obra do destino estas iam no seu trajecto para a escola, levando estes animais a esperar por elas à porta do edifício escolar? Para passar o tempo começaram a ouvir a matéria? Hipótese mais viável, julgo eu.

Outra, a fotografia deles presente no centro dos cartazes. Como? Como é que estes possuem poder de compra para possuir uma máquina fotográfica, se coitados têm que vir a salivar à nossa beira para lhe darmos um simples osso? E mais, eles não têm bolsos. Onde seria que eles guardariam tanto o dinheiro, como a máquina fotográfica? E será que o vendedor venderia uma máquina fotográfica a um cão que não possuía qualquer documento identificativo?

Vá, imaginemos que roubavam um cartão de crédito a qualquer transeunte, que por acaso trazia consigo um papel com o respectivo PIN. Poderiam muito bem entrar num cyber-café e fazer a encomenda através da Internet. Depois como tirariam a fotografia? Que eu saiba os cães não possuem dedos oponíveis para manusear a dita máquina. Vamos supor que com muito sacrifício e várias tentativas conseguiriam activar o temporizador e conseguiriam tirar por fim, a foto. Ultrapassada esta barreira, encontra-se outro ponto intrigante. O número de telefone e/ou telemóvel.

Eu julgo que a PT não instala linhas telefónicas em casotas de cães, o que é de facto um pouco discriminante. De quem será, então o número que eles põem? Talvez de uma cabine telefónica. Estando os cães à espera da tão ansiada chamada, eis que, imaginemos, o telefone toca. Na remota possibilidade da chamada não ser atendida por uma prostituta ou um taxista, como era que os cães chegariam ao telefone? Como segurariam o auscultador, sabendo de antemão que não possuem dedos oponíveis? E como conseguiriam comunicar com o possível dono se eles não sabem falar? Mesmo que soubessem falar, com certeza não seria Português, quanto mais seria castelhano.
Eu tenho uma cadela há 10 anos e ela nunca falou comigo. Nunca me pediu para aumentar o volume para poder ouvir as barbaridades ditas pelos comentadores da TVI. Primeiro, porque o volume está sempre elevado nos jogos, segundo, porque os comentadores da TVI não dizem barbaridades, aliás, só dizem barbaridades. Em 10 anos nunca me disse para a levar ao Algarve num fim-de-semana. Primeiro porque eu não tenho carta, segundo, porque no Algarve não podem entrar cães, devido ao perigo que estes representam para os ingleses (bifes).

Resumindo, a minha cadela nunca me disse nada, fosse em que língua fosse (talvez até já tenha dito em caninês), mas eu desconfio que se ela falasse o que me dizia era qualquer coisa do género: “Coça-me as costas que eu não chego lá” ou “Para que é que sempre que me vês bates com a mão na perna, a olhar para mim e a assobiar, ó pacóvio?” ou mesmo “manda uma mensagem a fulano por mim porque eu não tenho dedos oponíveis e vejo-me grega para escrever no telemóvel”.

Que os cães consigam ultrapassar o obstáculo da cabine telefónica e que consigam comunicar com o possível dono, ainda dá para acreditar. Então porque é que eles metem o número de telemóvel nos cartazes? Primeiro, não têm poder de compra para ter um, segundo, porque não têm bolsos e terceiro, porque não têm dedos oponíveis para atender a chamada.
Por último, tendo os cães ultrapassado todas as barreiras físicas, psicológicas e de valores sociais (o caninês é mal aceite em Portugal, pelas elites), como é que eles fariam a montagem de todos os elementos (texto e foto) dos cartazes? Teriam dinheiro para pagar a impressão? O dono/empregado da tipografia iria fazer o serviço de impressão aos cães, sabendo que ao fazê-lo a clientes sem dados, dá direito a despedimento?

Em suma, se os cães possuem todas estas grandes capacidades, o único grande obstáculo que se prende com a sua integração na sociedade é o facto de não possuírem então, dedos oponíveis. Com o progresso tecnológico e médico que se faz sentir, não será difícil de toda implantar próteses em todos os cães do Mundo, que possuam espirito de iniciativa e sacrifício.

Através do método cientifico eu cheguei à conclusão que tudo isto é possível. Ainda assim, há certas pessoas (muito poucas), que afirmam que estes cartazes são feitos por humanos que pretendem dar ou vender os seus cães. Pessoas ignorantes que não descobriram o poder dos cães, esses novos actores transnacionais.

Elevem-se cães do Mundo e podemos acabar com a fome no Mundo!, ou assim uma coisa gira.

Monday, July 10, 2006

FF

Fuck France!

Friday, June 09, 2006

Ah Ganda Jhanke, Parte II, 2ª Gozadela

Passamos agora à teoria de outro tipo fixe, Karl Popper, como se diz em português, Carlos Poster.
No seu texto “La lógica de las Ciências Sociales”, Popper critica tudo e mais alguma coisa e afirma que é a criticar que isto anda para a frente. Cá para mim, meus amigos, enquanto não venderem a praia à Espanha (desculpa lá Nandito), não há critica que chegue.
Enquanto houver pessoal a copiar nos Anfiteatros e/ou a escrever coisas maradas nas folhas de exame, nem o Zapatero nos salva, e porquê? Porque ele não que e não pode fazer sapatos para 10 milhões e tal de pessoas. Isto se se englobar na categoria de pessoas, o pessoal da pesada que vai ao Parlamento dizer patacoadas, os membros de bandas que ganharam sucesso através do canal 4 da Tê Vê e respectivos fãs.
Como eu já referi anteriormente, são as fábricas da Frize que vão promover a existência vitalícia da humanidade e de pessoas como o José Castelo Branco também, cujo apocalipse estava marcado para dois dias antes de eu estar a escrever isto.
Ups, se calhar é por isso que o país não anda, porque há pessoal a copiar e/ou escrever “coisas maradas” nos Anfiteatros. Ou então é porque o país é muito pesado e não consegue nadar no Oceano Atlântico e/ou tem a Espanha agarrada, tal como dois siameses. Mais uma teoria à Nuno Markl (obrigado Tiago por me teres elucidado acerca da minha capacidade de escrever grandes e veementes teorias).
Dilthey, ai não! Popper foi um desses grandes pensadores que só lhe faltou estar no palco-mundo do Rock in Rio para ser “o maior”. Isto é, se os dijért podem lá estar, Popper só por estar morto já não pode?! Fica a questão, a questão das questões, essas que me levam a publicar isto na net, para ver se o nosso a adorado professor de sociologia (dejá vu) me faz um comentário. Bem, se ele comenta isto, não há caracteres que cheguem, ficando o dito comentário a meio. Comentário esse que ele aproveitaria para me insultar numa primeira fase e que aproveitaria, na segunda, para se redimir e afirmar que aprecia o meu poder criativo e de entretenimento, porque isto de estar aqui a escrever “coisas maradas”, nem o Sô Jorge Sampaio na sua declaração sobre a cidadania, cujo original se encontra na minha posse.
People de Jornalismo (tomem lá um insulto), gostei muito (ou não) deste momento, mas encontro-me na hora de fazer uma troca bilateral.
Em Janeiro cá estamos, quando eu for fazer melhoria à grandiosa cadeira de sociologia (vou em Janeiro porque em Setembro temos que apoiar o nosso adorado professor de Sociologia).
Además éses! Ou como diz Magalhães Pessoa (do que um gajo se lembra quando dormiu uma hora na noite anterior!), portai-VOS!



Desculpem lá os erros e essas cenas inter-frásicas do léxico das redundâncias do modo e afins, mas isto foi copiado exactamente da folha de exame, escrita assim na loucura e tal... Vocês sabem.

Ah Ganda Jhanke, Parte II, 1ª Gozadela

Auguste Comte tentou na sua obra “Cours de Philosophie Positive”, elaborar certas regras com vista a demarcar a sociologia positiva.
Este autor é considerado como o “pai da sociologia” (há quem afirme que é a mãe), de modo que foi um pioneiro no que respeita à elaboração do seu método.

Ele afirmou que a mente humana atravessava três estádios: teológico, metafísico e positivo.
Demonstrou que os Homens da sua época não haviam percebido o espírito positivo e que era necessário introduzir determinados métodos com vista a esta ciência passar então, ao estádio positivo.
No estádio teológico, tudo o que acontece no mundo é fruto de forças sobrenaturais e são estas que regem a vida do dia-a-dia.
No estádio metafísico, estas forças sobrenaturais são substituídas por entidades abstractas (liberdade, amor), de modo a explicarem por si só todos os fenómenos observáveis no mundo.
Por fim, no estádio metafísico, com a introdução da observação e da experimentação aos fenómenos, obtêm-se leis a partir de uma relação causa-efeito. É esta introdução do método das ciências naturais, que vai proporcionar que a sociologia passe ao estádio positivo.
Auguste Comte defendeu que a teoria do evolucionismo é a best to do the very crazy things that happens in the whole fuckin’ world.
Este autor demonstra o power in da crew, que era composta por ele e seus bro’s de sangue: Popper, Dilthey e Weber.
Este mano critica fortemente a Revolução Francesa, reiterando que quando mexem numa cena, aldrabam a situação toda. Além de ter criticado a fuckin’ French Revolution, este bacano criticou aussi o Marxismo, afirmando que não era com essas paneleirices que um país ia para a frente.
Quer dizer, ele também criticou tudo e todos, só não me criticou a mim, porque eu fiz coisas muito bonitas em prol da humanidade, tipo atirar lama aos filósofos e colar pastilhas nas cadeiras dos psicólogos.
E é assim, isto é tudo tolo e só se lembram de trocar as perguntas no meu first fuckin’ year.

Portanto é assim, esta nova série está um bocado exagerada na maneira como o Ricky aproveita para fazer aquelas aldrabices que antes até metiam piada. Apesar das suas inovações em termos de produção, guarda-roupa, maquilhagem e afins, o stinky cat não possui aquele poder cómico e de surpresa que apresentava em tempos. Tempos esses em que eu era considerado um grande antifascista (desculpa lá Nandito), assim como também era o maior afinador de esquentadores de Alcabideche (thanx Herman).
Comte foi um dos primeiros a pegar nessa situação de modo a criticar, está claro, qualquer coisa. Voltando ao criticismo de Comte, este autor criticou (lá está), aquele sketch em que “eles” plagiam aquele gajo do “ser ao não ser” (Shakespeare, segundo algumas pessoas), defendendo que é um atentado à moralidade e aos costumes da época (seja ela qual for).
A parte mais porreira para Comte é como o Stinky Cat pode proporcionar grandes audiências nos três primeiros episódios e pode baixá-las nos episódios seguintes. Comte criticou-“os”, porque eles prometiam que o próximo é que ia ser giro e isso nunca aconteceu (até hoje).
Este autor foi um quebra-cabeças para o people da Buraca e da Brandoa (desculpa lá Nandito) porque não apresentou aquele poder poético, que o pessoal aproveitava para as letras das suas músicas.
De modo que, o FF, Fernando por parte dos Moonspell, Ferreira pela minha é o maior caso de viagrice à face do planeta (quem sabe, até da Europa!). Não estou de algum modo a dizer que os Dijért não o são, mas pelo amor de Deus, os Dijért ainda sabem dar cambalhotas. Este senhor atrás referido, nem isso.
Aproveito agora para dizer aquela grande expressão digna das saídas dos exames de Registos: “Em Setembro cá estamos!". Já está. Em Setembro cá estamos de maneira a apoiar o nosso adorado professor de Sociologia ou Epistemologia e Metodologias das Ciências Sociais, ou mais-uma-das-grandes-cadeiras-de-Jornalismo-que-não-interessam-ao-menino-Jesus-e-cujos-dias-de-exame-são-uma-anedota-pegada-e-cujas-aulas-representam-mais-um-tempo-para-regabofar-ou-como-diz-o-palhaço-do-McDonalds:”esbagaçar”, sim porque ele foi a um casting da novela rebelde e concerteza vai entrar, de modo a trabalhar no bar da Carla (no Colégio da Barra). Quer dizer, isto ainda não é a certeza, é uma mera suposição. Disseram-me que o Cristiano vai ser despedido porque vai ser apanhado a roubar pastilhas e se há coisa que a Carla não tolera é gajos de cabelo comprido (desculpa lá Nandito).
Aproveito desde já para anunciar que Comte tem bilhetes para ver os Quatros Taste, porque é um adepto fanático desses quatro moços, cujo (futuro) êxito se deve à televisão Católica, que passa a missa aos Domingos de manhã.
Quando eu for grande e me tiver arrependido a sério (arrependido já estou eu e mais uns quantos) de ter concorrido para este curso ou “Turso”, vou inscrever as minhas duas bandas num casting, alguma há-de ser seleccionada, sim porque se um gajo chamado FF pode entrar, as minhas bandas só por tocarem sem instrumentos já não podem?! Pode ser que corra tudo pelo melhor e ainda ganhemos uns penteados fixes sem ter trabalho nenhum. Quase tão pouco trabalho como passar a epistemologia (ou não). Parece que não, mas fazer as respostas na noite anterior e ainda por cima só uma é que saiu, não e coisa fácil.
Aliás podíamos era ter marcado um jantar para o pessoal que era do 12º, mais o jackass. Era lindo de se ver, quem diz um jantar, diz um almoço na Pizzaria Quinta da Lameira onde Comte aproveitava para conviver, enquanto lia (ou via) a Playboy. Claro que ele não era tolo e ia comprar a Coca-Cola a outro sítio, sitio esse onde não cobrassem 2 euros.
Isto com o Euro subiu muito não foi? A qualidade de vida baixou, enquanto o custo de vida aumentou, mediante a disfunção que se acentuou ente o salário nominal e o salário real, tendo em conta também que o alargamento da EU propiciou o aumento da deslocalização de certas e determinadas empresas transnacionais, ou como se diz na gíria popular: “Isto tá mau”.

Thursday, June 08, 2006

Bad Boys Running Wild

Ora aí está um grande título para um grande post! Mais uma grande invenção dedicada a esses domingos fabulosos, que passam por andar a atirar lama, musgo e afins uns para cima dos outros, ir à Sport Zone comprar pesos, comer piza até rebentar, comprar garrafas de Coca-Cola de um litro por 2 eurotes, e ir fazer cerca de 14 km justamente para levantar dinheiro…Enfim, coisas normais que toda a gente aproveita para fazer aos domingos.

Ah e lembrei-me agora, aproveitam-se também as oitavas-feiras para ensaiar um bocado. Sim ensaiar, porque não é só em Coimbra que eu tenho uma banda, também tenho uma em Penalva. Aliás, basta haver pessoal que queira alinhar a gravar uns vídeos a tocarmos uns covers, está logo feita uma banda. Só há um requisito: não podem haver instrumentos musicais. Já agora vou anunciar os nomes dos membros da minha banda, a de Coimbra é composta por mim (vocalista, baterista e guitarrista), pelo Serge (baterista, guitarrista e vocalista) e pelo Antoine (guitarrista, baterista e vocalista) e a de Penalva é composta por mim (guitarrista), pelo Pitão (vocalista), pelo Jackass (baterista) e pelo Tiago (técnico de som e imagem). Aproveito para anunciar que o material usado por nós para compor é, em Coimbra: o quarto do Fagundes, o portátil do Fagundes, o taco de basebol do Fagundes, os cabides do Fagundes, alguns sacos do Fagundes e às vezes o meu telemóvel. Em Penalva: a carrinha do pitão, a 4L do Jackass, o meu telemóvel e uma garrafa de Coca-Cola. Como já devem ter reparado é tudo material apropriado, de alta-fidelidade, caro e de marca (quer dizer é tudo de marca menos as viaturas, devem ser “dos 300”).
Bem, mas vamos ao que interessa! Para Durkheim, o indivíduo, visto de maneira isolada, não pode ser considerado objecto ideal para o estudo da Sociologia e, portanto, um elemento inadequado para o estudo e a compreensão apropriada do conceito de “facto social”. O realmente que interessa à vertente durkheimiana é o enfoque no indivíduo inserido no contexto de uma realidade social objectiva que, encontrando-se acima dele, caracteriza-se por ser grupal e, por conseguinte, colectiva.
Aliás, não isto que eu queria dizer, é que eu gosto de me auto promover. Para quem não saiba, eu sou o Émile Durkheim dentro do nosso trio de sociólogos (composto por Durkheim, Weber e Parsons). Às vezes perco-me um bocado entre as minhas deambulações existenciais e esqueço-me que estava a escrever sobre o domingo de 04/06/06. Já agora fica a nota: dia 06 de Junho deste ano, às 6 horas, seis minutos e 6 segundos é que vai ser, vamos morrer todos! E para quem estiver a ler isto, passado esse fatídico dia, considere-se um sortudo, porque está vivo. Agora tenha atenção porque pode ser a única pessoa viva à face da Terra. Quer dizer, pode sempre ter sobrevivido a Soraia Chaves, por isso tome atenção redobrada, pois tem que ver se a encontra.
Agora pronto! Já chega, vou-me deixar de rodeios para passar ao âmago da questão, à questão das questões, à resposta de todas as vossas dúvidas existências, às questões sobre as relações entre os indivíduos e a colectividade, isto é, vou falar de aquilo que vos leva (Jackass e Pitão) ao meu cantinho de criatividade (lol). Criativo era o Gama Mendes e casou-se (também quero ver se me caso e tenho um filho para o chamar Filipe, de modo a poder arranjar emprego, sim isto é uma piada e só há duas pessoas neste mundo que a percebem).
Sim eu sei que sou um chato e já há cinco parágrafos que vos estou aqui a empatar com parvoíces, mas se chegaram a esta parte, depois avisem-me, que é para eu saber que tenho poder de entretenimento, a dizer coisas que não interessam ao Mourinho ™.
E lá está, mais um parágrafo e nada.
E outro!
E contínua! Sou o maior!
Mais, um!
Com este, acho que o Herman SIC vai acabar e eu entrarei nos novos programas do Bruno Nogueira e da Soraia Chaves.
Doze parágrafos e vocês não desistem, é d’ Homem!
Se calhar já chega…sim, é porque ser espancado devido a excesso de parágrafos não deve ser bonito de se ver, principalmente quando a vitima sou eu. Aliás, pelo menos sou pioneiro nalguma coisa.
E ao 14º parágrafo fez-se luz! Isto é, esta obra constitui um valioso instrumento de análise geográfica, política e estratégica. Trata-se ainda de um post que prima pelo estudo e interpretação da dinâmica dos povos e suas inter-relações, na quadratura do tempo. É totalmente ilustrado a cores. É ainda possível ao leitor atento descortinar as causas múltiplas dos conflitos que ensombraram a História, integrando-as no seu próprio ambiente socio-político, económico, ou mesmo religioso. Mentira, enganei-vos! É só ao 15º.
Vou tentar elaborar um diário, com base naquilo que se sucedeu horas antes de eu estar a escrever isto:
15:30: Ouço três buzinadelas (muito agudas e irritantes). Saio à rua. É o Jackass, claro, e imagine-se, vejo-o a abanar a cabeça ao ritmo da música que se encontra num volume ensurdecedor. Fico traumatizado para o resto do dia.
15:31: No final de meter o capacete e todo o equipamento de râguebi, entro na 4L e cumprimento o seu progenitor.
15:34: Paramos na Corga para entrar um passageiro (o nosso técnico de som e imagem, Tiago).
15:35: O Tiago entra na máquina, no final de meter algodão nos ouvidos. Cumprimenta o Jackass e uma pessoa da alta sociedade burguesa, eu.
15:40: Encontramos o pitão a meio do caminho para Viseu (sim, passados cinco minutos. A 4L parece que voa).
15:41: No final do pitão atravessar a estrada, cumprimenta o Jackass, o Tiaguinho e uma pessoa da nobreza, eu. Propõe irmos para as piscinas, salientando o calor que se fazia sentir.
15:43: Nós assentimos e rumamos à Sport Zone.
15:50: Chegamos à Sport Zone. Saímos do carro. O pitão que vinha atrás na sua Peugeot Partner saca um pião mesmo defronte de quelques personnes inconnus. Eu apresso-me a dizer: “Então isso faz-se?! Vamos lá a ter cuidadinho ó rapaz!”. Tudo isto para dar um ar de pessoa integra (visto que pertenço à Família Real Inglesa), mediante tais personnes inconnus.
15:56: Ao fim de pagos os pesos (que normalmente devem ser postos na ponta de um ferro, ferro esse que o Jackass não comprou), partimos em direcção às piscinas de Mangualde, com o intuito de obtermos quelques informations about it’s ouvertures.
16:15: Chegados a Mangualde e vislumbrando a imensa panóplia de viaturas tunning à beira das aclamadas piscinas, deduzimos que as mesmas se encontram abertas (não as viaturas, mas sim as piscinas, bem…se calhar até também as viaturas).
17:00: Ao fim de recolhidos os calções às florzinhas (sim, é disto que elas gostam), chinelos e toalhas, chegamos a Penalva onde o Jackass se recusa a ir para o rio e insiste que quer ir para as piscinas, apesar da hora tardia.
17:15: Convencemos o Jackass a ir para o rio da Sr.ª de Lurdes.
17:17: Ele decide-se a ir a casa buscar o equipamento aquático.
17:20: L’arrivé de Jackass.
17:25: Chegamos ao ponto prévio de rencontre.
17:30: Entramos na água gélida.
17:35: O Jackass e o Tiago sobem ao ponto onde nadadores a sério se elevam, com vista a mergulharem na água.
17:45: Passados 10 minutos de o Jackass começar a “apertar a nalga” para mergulhar, o Biscaia tem a brilhante ideia de lhe atirar lodo, lama (merda, vá), com o intuito de ele se aventurar em “mares nunca antes navegados”.
18:20: Ao fim de toda uma grande luta de lodo, lama (vá, merda), o meu telemóvel começa o seu roteiro de grande repórter, capturando brilhantes momentos, desde os nossos saltos para a água a partir daquele tal ponto onde nadadores a sério se elevam, com vista a mergulharem na água, às minhas grandes imitações de turista, aos nossos fixes right to the camera, etc. e tal…
19:45: O Jackass a mudar de roupa decide ficar com os seus órgão genitais à mostra. A explicação dele foi: “pode ser que venham aí as gajas”.
20:00: Passados 15 minutos desde que ele disse aquela (grande) expressão, cheguei à conclusão que reflectir sobre a mesma, por mais tempo que fosse, não me ia levar a lado nenhum.
20:15: Entramos na Pizzaria Quinta da Lameira. Encomendamos três “margaridas”. Como nós somos, quatro, barafustei, alegando imensa fome percorrendo o meu estômago (sim, a fome percorre).
20:20: Somos chamados pela Sr.ª da Pizzaria, que nos avisa que as “Margaridas” estão “prontinhas”.
20:21: Ao fim de termos pago dois euros por uma garrafa de litro desse precioso líquido que é a Coca-Cola, entramos a bordo da “máquina”.
20:25: Chegados ao Monte de Esmolfe, atiramo-nos a elas.
20:30: Eu acabo a minha e começo a comer fatias do resto do pessoal (sim as “margaridas” vinham em fatias).
20:34: Quase a ter uma congestão, levanto-me e começo a disparatar (para não variar).
20:40: Partimos para Mangualde, com o objectivo de irmos ao BP.
20:55: Chegados ao BP, apercebemo-nos que os “matrecos” estão ocupados.
20:57: Paramos numa caixa Multibanco para eu levantar dinheiro. Também, se calhar nem era preciso. Eu ainda tinha comigo dois cêntimos. Mas pronto, eu gosto de esbanjar.
21:10: Ao fim de andarmos às voltinhas em Mangualde, decidimos voltar à nossa hometown.
22:30: Decidimos parar em ao pé da Pizzaria.
22:31: Montamos o estúdio e começamos a improvisar.
22:34: Começamos a gravar tais degradantes figuras (atenção, gravar, mas com o meu telemóvel. Não estejam a pensar que é gravar numa mesa de mistura ou assim).
22:40: Devido ao excesso de público, decidimos mudar de local de actuação.
22:43: Montamos o estúdio um pouco mais à frente, mesmo rés vês à Escola EB 2,3 de Penalva do Castendo.
22:46: O nosso baterista (Jackass) e o nosso técnico de som e imagem (Tiago) chegam e dizem que já não querem gravar mais, alegando desgaste físico.
22:47: Despedimo-nos uns dos outros, batendo com os membros, agitando os membros, dizendo “cenas tipo” tass, fica, bro e mesmo Penalva power, isto é, despedimo-nos à boss AC.

Podem existir omissões de alguns factos, mas meus amigos, fodei-vos! Fizessem vocês o diário deste grand jour.
Pede-se a quem quiser fotos deste dia memorável…não, memorável não! Não posso andar aqui a usar filosofias monnspelianas em vão, que me contacte via e-mail (ah pois é, estas novas tecnologias…)
Já agora, deixei-me dar-vos os parabéns por terem chegado com a vossa leitura até este ponto, se conseguiram aturar-me durante um post inteiro, são os gajos mais pacientes que eu conheço (ou não conheço)! Se por outro lado são verdadeiros “Tugas” e só leram a introdução e agora a conclusão (eu já referi isto noutro post qualquer, não estejam ai a pensar que este blog è da Margarida Rebelo Pinto, por outro lado, este blog pertence ao verdadeiro descendente de Cristo, o verdadeiro seguidor da linhagem do Sangue Real, qual Sophie, qual quê?!), os parabéns não são para vocês, tomem! Se querem, leiam tudo, Ora fodei-vos!

Tuesday, May 30, 2006

“Dijért” vitais para o desenvolvimento do país

Ao ler uma notícia no DN de Sábado (26 de Maio), descobri uma utilidade na existência desses grandes ginastas que são os D’zrt. É verdade, no meio de tanta coisa estúpida que me podia ter lembrado de dizer, fui logo escolher a pior.

Essa notícia tinha o título de “Que remédio senão apanhar com os D’zrt?!”. É claro que me aprontei logo a ler, tal foi o meu espanto a ver que no meio de tanta maralha apreciadora dos dijért, um conceituado diário, apresentava um pouco de bom senso, nem que fosse só mesmo pelo título. O meu espanto ia aumentando à medida que ia lendo artigo mais sensato.

E ai está motivo de tal espanto, o lead do artigo: “O concerto dos D’zrt, ontem no Rock in Rio, trouxe pais, irmãos mais velhos, tios e madrinhas. Nenhum deles morre de amores pelo grupo. Só que não tiveram alternativa. Quando se trata da banda da série televisiva “Morangos com Açúcar, são as crianças e adolescentes que ditam as regras. Os mais novos usaram todas as chantagens. Os mais velhos cederam”.

E agora passo a citar algumas passagens que me fizeram tornar-me um adepto fanático do autor deste artigo maravilhoso (ele é o DP, seja lá quem for, é um SENHOR!): “Catarina e Ana Sofia não deram tréguas e usaram todas as armas. Prometemos que nos íamos esforçar mais na matemática e dissemos que era a coisa mais importante para nós – explica a irmã mais velha”; “…Fátima Costa, de 35 anos, e Inês, de cinco, chegaram a um acordo. A filha vê o espectáculo dos D´zrt às 19.00, a mãe assiste ao concerto da Shakira, à meia-noite. O pacto, contudo, poderá naufragar a qualquer momento: não sei se ela aguenta ficar aqui muito tempo com este calor, teme Fátima”, ao que eu acrescento: “nem com este calor, nem a aturar quatro gajos a dar cambalhotas, enquanto os verdadeiros músicos estão na parte de trás do palco”.
Ó minha senhora, para a próxima, se quiser poupar dinheiro, leve a sua filha ao circo. Também vê impostores e com certeza há-de haver alguém que dê mortais e se vista da maneira mais inimaginável, talvez mesmo os palhaços não consigam, mas pelo dinheiro que poupa, vale a pena. Quando chegarem os palhaços leve a sua filha à casa de banho para lhe desviar as atenções. É que se ela gosta dos D’zrt, está certamente habituada a ver palhaços a toda a hora e de melhor qualidade, basta olhar para os dentes do Zé Milho, já é uma anedota pegada. Ela ao ver os palhaços do circo, irá apanhar uma desilusão. Leve-a à casa de banho ou diga-lhe que viu um elefante cor-de-rosa atrás delas. Não se admire se ela responder que não é um elefante, que é a pêra do Zé Milho que já cresceu até tal ponto e que ele a pintou de cor de rosa, ou que é o contentor de droga cor-de-rosa usado pelo Topê.
Para finalizar a transcrição de algumas passagens, fica a mais extasiante: “Afinal, até quando esta banda vai continuar a fazer da vida de pais e mães um tormento?” Eu por mim era já hoje, ao fim da morte deles parecer um acidente.

Ao fim deste grande momento de jornalismo rigoroso e competente, vou passar ao ponto que faz título deste post, a utilidade dos Dijért. Topê, Zé Milho e amigos, esses grandes malabaristas, que até agora só possuíam uma utilidade, que era a de eu gozar com eles, agora apresentam outra, deveras importante para o desenvolvimento do “país”.

Isto é, os filhos vão fazer tudo o que estiver ao seu alcance para ver um “concerto” dos D´zrt. Irão prometer fazer sempre os trabalhos de casa, estudar mais, portar-se melhor nas aulas, estar atento nas aulas, quiçá, passar a ir às aulas.

Para andarmos com o país para a frente, basta, aquando os pequenos rebeldes pedirem para ir ver um concerto, os pais, proibirem até à última da hora. Deste modo irão obter mais promessas por parte das crias, que irão atingir o desespero à medida que o dia D se aproxima e o seu desejo é recalcado pelos progenitores.

Meus amigos, dois grupos se iriam fundir no mesmo campo de abundância de conhecimento. Deixando a natureza cumprir os seus desígnios, encontra-se o primeiro, englobando os alunos inteligentes no seu cantinho sem chatear ninguém, a lutarem por ser alguém (se são inteligentes, com certeza não gostam dos D´zrt). O segundo grupo, que engloba os miúdos problemáticos, que andam cinco anos para fazer um (isto é o que me vai acontecer) ir-se-ia fundir com o primeiro, isto é, os elemento do segundo grupo, passariam a estudar e a fazer um ano justamente em…três sei lá, talvez até dois, devido aos sacrifícios feitos por eles, ao terem prometido isto e aquilo aos pais, de modo a poderem ver os GRANDES ao vivo. Daqui a uns anos o que não falta aí é pessoal qualificado a fazer coisas magníficas em prol do país.


Pais portugueses, mães e pais de crianças, adolescentes que não acham que os Dijért são uns pacóvios, isto é, mães e pais de pessoal-ainda-mais-pacóvio-que-os-Dijért, sigam o meu conselho se querem que aqui a praia de Espanha iguale os níveis de desenvolvimento da EU (é difícil) e se querem que os vossos filhos sejam alguém na vida e tenham uma vida de qualidade* (já é mais fácil).

Reparem, nem irá ser preciso sair “de cá” para ser alguém. E Portugal, qualquer dia até se torna um país a sério. Tudo graças aos grandes dos Dijért!

Fica então a deixa: eu até gosto do Zé Milho, é pena eu não gostar de cereais!



* Quando eu me refiro a vida de qualidade, não é que estão a pensar, não é estar todo o dia em casa a ver a bola e a beber cerveja, não é ir aos fins-de-semana à Caparica, não é comprar a Maria, não é passear na auto-estrada só com o intuito de poderem ver um acidente, e deste modo, parar para ver chapa batida (um dos seus desportos favoritos, eu sei!), não é usar o “coletezinho amarelo” no banco do passageiro, nem andar com uma bandeira de Portugal na mala da viatura, nem tão puco andar com um CD do Tony Carreira pendurado em cima do tablier, e isto tudo à pala do Rendimento Mínimo que o “inteligente” do Guterres se lembrou de implementar.
A vida de qualidade a que me refiro é: usar meias de todas as cores, excepto branco, ter um automóvel de qualidade sempre com o depósito atestado e poder comer ao mesmo tempo, ir de férias para as Seicheles ou as Maldivas durante um mês e não ir à Quarteira no fim-de-semana, é comprar os albúms favoritos em original e não fazer cópias de albúms da Ruth Marlene, Tony Carreira, Broa de Mel e afins (eu também não compro tudo em original, porque não gosto dos D´zrt e não precisei de fazer promessas lectivas, isto é, baldei-me). Ah e toda esta vida de qualidade com um emprego que “DÊ”!

Obrigado Topê, Zé Milho e os outros dois! ;- )

Monday, May 08, 2006

O “elixir da vida” ou, a queda de J.K. Rowling


Ao fim de anos à procura do elixir da vida eis que, do nada, encontro-o, não no Harry Potter e a Pedra Filosofal, mas sim numa campanha de marketing!

Concerteza que já se depararam com o anúncio à nova Freeze, a Frize Cola Limão. Se não, não desesperem que eu passo a citá-lo: “Frize Cola Limão beba-a como se fosse a penúltima”. Isto claro, significa que, esta nova Frize é provavelmente tão boa, que uma pessoa que a beba irá continuar a bebe-la, ou seja, cada Frize Cola Limão que beba, será sempre a penúltima e não a última.


A minha teoria vem “tornar” o Harry Potter e a Pedra Filosofal uma ficção (lol), pelo menos até à parte em que se descobre que a pedra filosofal é uma aldrabice (isto é, o final do livro). Sim porque a saga do Harry Potter não é só uma data de histórias inventadas, mas sim, relatos da realidade, por parte da única pessoa sem poderes mágicos com a possibilidade de saber o que está a acontecer em Hogwarts, no mundo da magia. Ah, mas voltando à minha teoria. Esta Frize Cola Limão ao ingerida pelo comum dos mortais, vem tornar os mesmos imortais, ou seja, sendo essa mesma Frize a penúltima, uma pessoa por mais garrafas que beba, nunca será a última: “beba-a como se fosse a penúltima”. Está encontrado, então o tão procurado elixir da vida!


Tenho muita pena de o elixir da vida ser encontrado numa mera campanha publicitária, mas resolvi desvendar este “fodidíssimo” código (sim Sérgio, eu sei que te plagiei nesta tua nova palavra), mais complicado que o código deixado a Sophie pelo grande Saunière e achei-me no dever de dá-lo a conhecer à Humanidade.


A guerra pode vir a acabar e o mundo pode vir a ser salvo e porquê? A resposta a isto, caros leitores já pode ter sido descoberta por vós ao chegarem a vossa alucinante leitura até este ponto (se forem bons portugueses e tiverem lido só o titulo e esta parte, não desesperem! Leiam o terceiro parágrafo!).


Se mesmo assim, devido a estarem de ressaca não tiverem ainda encontrado a resposta, eu passarei a enunciá-la. Meus amigos, sendo esta nova Frize o elixir da vida e como cada uma que bebamos é, então, a penúltima, estamos imunes a qualquer arma mortífera, à velhice, à fome, A TUDO! A guerra que, claro já não tem nenhum sentido, deixará de o ter mesmo para senhores como o George W. Bush ou o Tony Blair.


A solução para a preserverança da Humanidade passa pela proliferação de bases de autodefesa Humana, isto é, as fábricas da Frize.
Sim, porque temos que, além de distribuir a garrafa pelos povos 3º mundistas, dar a possibilidade de a beber aos milhares de bebés que nascem todos os dias. Estes teriam que ser postos de quarentena até chegar ao momento que o seu sistema digestivo estivesse preparado para ingerir este precioso líquido.


A única coisa que teríamos que defender seria então, as fábricas da Frize, assim como assegurar a sua manutenção, a colecta das matérias-primas indispensáveis e claro, a presença de operários. Imaginem a quantidade de postos de trabalho que se arranjariam, tanto nas ditas fábricas, como na sua construção.


Com este pequeno post, além de ter explicado o elixir da vida, de o ter dado a conhecer, de ter salvo o planeta, de destronar máquinas de guerra e sofrimento escusado, de ter proporcionado milhões de postos de trabalho *, arrecadei uns euros, de publicidade da Frize.
Este preciosos euros serão destinados à compra de um colete à prova de bala, de uma arma de defesa e de uma máscara anti ataques biológicos e de alimentos, sim porque hoje em dia não se anda em segurança, uma pessoa está sujeita a perder a vida assim sem mais nem menos e não custa nada prevenir. Ah, esta parte não era para dizer, pois a minha teoria está a ser refutada por nada mais, nada menos que a minha pessoa. Não estejam já a pensar em dar-me duas chapadas só por eu ter caído na tentação de vos dizer que a teoria que nos vinha salvar, é uma aldrabice maior do que o Wrestling, apenas agradeçam ter-vos dado uma luzinha de esperança durante o tempo em que ainda não tinham lido a frase anterior.



* Vocês devem estar a pensar que, se a Frize é o elixir da vida, porque é que temos então que trabalhar. Pois, realmente o vosso raciocínio provocou uma dedução dentro dos limites da razoabilidade, mas reparem, se esta Frize é o elixir da vida, ela só pode permitir a nossa imortalidade, não permite a ausência de sofrimento originada pela fome que passamos por não termos dinheiro, que seria o fruto do trabalho, que se iria deixar de praticar, só por se pensar que não se pode morrer (isto da fome, foi só um exemplo, há muitos mais, por isso o que é que estão à espera?! TOCA A TRABALHAR!!!!

Merdas Parte I

A pura demagogia encontrada em exuberantes raciocínios fundamentalistas extremistas exclusivos, aliás “rigorosamente exclusivos” de mentes propícias à sua ascensão maquiavélica, nesta exacerbada forma económica, em termos capitalistas de puro consumo sanguinário, requer um leque de possíveis abstracções e uma imensa panóplia de deduções, originárias de grandiosos CABRÕES!
Isto é, grandes autores que, ao retratando a mesma panóplia de constatações descaindo na humanidade, abordaram determinados tabus. Esses mesmos autores, que ao criarem expressões e teorias susceptíveis da imaginativas e poderosas lógicas, citando as verosimilhanças, veementes de qualquer antifascista tornam esta aula uma cena propicia a escrever merdas como esta.