Tuesday, May 30, 2006

“Dijért” vitais para o desenvolvimento do país

Ao ler uma notícia no DN de Sábado (26 de Maio), descobri uma utilidade na existência desses grandes ginastas que são os D’zrt. É verdade, no meio de tanta coisa estúpida que me podia ter lembrado de dizer, fui logo escolher a pior.

Essa notícia tinha o título de “Que remédio senão apanhar com os D’zrt?!”. É claro que me aprontei logo a ler, tal foi o meu espanto a ver que no meio de tanta maralha apreciadora dos dijért, um conceituado diário, apresentava um pouco de bom senso, nem que fosse só mesmo pelo título. O meu espanto ia aumentando à medida que ia lendo artigo mais sensato.

E ai está motivo de tal espanto, o lead do artigo: “O concerto dos D’zrt, ontem no Rock in Rio, trouxe pais, irmãos mais velhos, tios e madrinhas. Nenhum deles morre de amores pelo grupo. Só que não tiveram alternativa. Quando se trata da banda da série televisiva “Morangos com Açúcar, são as crianças e adolescentes que ditam as regras. Os mais novos usaram todas as chantagens. Os mais velhos cederam”.

E agora passo a citar algumas passagens que me fizeram tornar-me um adepto fanático do autor deste artigo maravilhoso (ele é o DP, seja lá quem for, é um SENHOR!): “Catarina e Ana Sofia não deram tréguas e usaram todas as armas. Prometemos que nos íamos esforçar mais na matemática e dissemos que era a coisa mais importante para nós – explica a irmã mais velha”; “…Fátima Costa, de 35 anos, e Inês, de cinco, chegaram a um acordo. A filha vê o espectáculo dos D´zrt às 19.00, a mãe assiste ao concerto da Shakira, à meia-noite. O pacto, contudo, poderá naufragar a qualquer momento: não sei se ela aguenta ficar aqui muito tempo com este calor, teme Fátima”, ao que eu acrescento: “nem com este calor, nem a aturar quatro gajos a dar cambalhotas, enquanto os verdadeiros músicos estão na parte de trás do palco”.
Ó minha senhora, para a próxima, se quiser poupar dinheiro, leve a sua filha ao circo. Também vê impostores e com certeza há-de haver alguém que dê mortais e se vista da maneira mais inimaginável, talvez mesmo os palhaços não consigam, mas pelo dinheiro que poupa, vale a pena. Quando chegarem os palhaços leve a sua filha à casa de banho para lhe desviar as atenções. É que se ela gosta dos D’zrt, está certamente habituada a ver palhaços a toda a hora e de melhor qualidade, basta olhar para os dentes do Zé Milho, já é uma anedota pegada. Ela ao ver os palhaços do circo, irá apanhar uma desilusão. Leve-a à casa de banho ou diga-lhe que viu um elefante cor-de-rosa atrás delas. Não se admire se ela responder que não é um elefante, que é a pêra do Zé Milho que já cresceu até tal ponto e que ele a pintou de cor de rosa, ou que é o contentor de droga cor-de-rosa usado pelo Topê.
Para finalizar a transcrição de algumas passagens, fica a mais extasiante: “Afinal, até quando esta banda vai continuar a fazer da vida de pais e mães um tormento?” Eu por mim era já hoje, ao fim da morte deles parecer um acidente.

Ao fim deste grande momento de jornalismo rigoroso e competente, vou passar ao ponto que faz título deste post, a utilidade dos Dijért. Topê, Zé Milho e amigos, esses grandes malabaristas, que até agora só possuíam uma utilidade, que era a de eu gozar com eles, agora apresentam outra, deveras importante para o desenvolvimento do “país”.

Isto é, os filhos vão fazer tudo o que estiver ao seu alcance para ver um “concerto” dos D´zrt. Irão prometer fazer sempre os trabalhos de casa, estudar mais, portar-se melhor nas aulas, estar atento nas aulas, quiçá, passar a ir às aulas.

Para andarmos com o país para a frente, basta, aquando os pequenos rebeldes pedirem para ir ver um concerto, os pais, proibirem até à última da hora. Deste modo irão obter mais promessas por parte das crias, que irão atingir o desespero à medida que o dia D se aproxima e o seu desejo é recalcado pelos progenitores.

Meus amigos, dois grupos se iriam fundir no mesmo campo de abundância de conhecimento. Deixando a natureza cumprir os seus desígnios, encontra-se o primeiro, englobando os alunos inteligentes no seu cantinho sem chatear ninguém, a lutarem por ser alguém (se são inteligentes, com certeza não gostam dos D´zrt). O segundo grupo, que engloba os miúdos problemáticos, que andam cinco anos para fazer um (isto é o que me vai acontecer) ir-se-ia fundir com o primeiro, isto é, os elemento do segundo grupo, passariam a estudar e a fazer um ano justamente em…três sei lá, talvez até dois, devido aos sacrifícios feitos por eles, ao terem prometido isto e aquilo aos pais, de modo a poderem ver os GRANDES ao vivo. Daqui a uns anos o que não falta aí é pessoal qualificado a fazer coisas magníficas em prol do país.


Pais portugueses, mães e pais de crianças, adolescentes que não acham que os Dijért são uns pacóvios, isto é, mães e pais de pessoal-ainda-mais-pacóvio-que-os-Dijért, sigam o meu conselho se querem que aqui a praia de Espanha iguale os níveis de desenvolvimento da EU (é difícil) e se querem que os vossos filhos sejam alguém na vida e tenham uma vida de qualidade* (já é mais fácil).

Reparem, nem irá ser preciso sair “de cá” para ser alguém. E Portugal, qualquer dia até se torna um país a sério. Tudo graças aos grandes dos Dijért!

Fica então a deixa: eu até gosto do Zé Milho, é pena eu não gostar de cereais!



* Quando eu me refiro a vida de qualidade, não é que estão a pensar, não é estar todo o dia em casa a ver a bola e a beber cerveja, não é ir aos fins-de-semana à Caparica, não é comprar a Maria, não é passear na auto-estrada só com o intuito de poderem ver um acidente, e deste modo, parar para ver chapa batida (um dos seus desportos favoritos, eu sei!), não é usar o “coletezinho amarelo” no banco do passageiro, nem andar com uma bandeira de Portugal na mala da viatura, nem tão puco andar com um CD do Tony Carreira pendurado em cima do tablier, e isto tudo à pala do Rendimento Mínimo que o “inteligente” do Guterres se lembrou de implementar.
A vida de qualidade a que me refiro é: usar meias de todas as cores, excepto branco, ter um automóvel de qualidade sempre com o depósito atestado e poder comer ao mesmo tempo, ir de férias para as Seicheles ou as Maldivas durante um mês e não ir à Quarteira no fim-de-semana, é comprar os albúms favoritos em original e não fazer cópias de albúms da Ruth Marlene, Tony Carreira, Broa de Mel e afins (eu também não compro tudo em original, porque não gosto dos D´zrt e não precisei de fazer promessas lectivas, isto é, baldei-me). Ah e toda esta vida de qualidade com um emprego que “DÊ”!

Obrigado Topê, Zé Milho e os outros dois! ;- )

Monday, May 08, 2006

O “elixir da vida” ou, a queda de J.K. Rowling


Ao fim de anos à procura do elixir da vida eis que, do nada, encontro-o, não no Harry Potter e a Pedra Filosofal, mas sim numa campanha de marketing!

Concerteza que já se depararam com o anúncio à nova Freeze, a Frize Cola Limão. Se não, não desesperem que eu passo a citá-lo: “Frize Cola Limão beba-a como se fosse a penúltima”. Isto claro, significa que, esta nova Frize é provavelmente tão boa, que uma pessoa que a beba irá continuar a bebe-la, ou seja, cada Frize Cola Limão que beba, será sempre a penúltima e não a última.


A minha teoria vem “tornar” o Harry Potter e a Pedra Filosofal uma ficção (lol), pelo menos até à parte em que se descobre que a pedra filosofal é uma aldrabice (isto é, o final do livro). Sim porque a saga do Harry Potter não é só uma data de histórias inventadas, mas sim, relatos da realidade, por parte da única pessoa sem poderes mágicos com a possibilidade de saber o que está a acontecer em Hogwarts, no mundo da magia. Ah, mas voltando à minha teoria. Esta Frize Cola Limão ao ingerida pelo comum dos mortais, vem tornar os mesmos imortais, ou seja, sendo essa mesma Frize a penúltima, uma pessoa por mais garrafas que beba, nunca será a última: “beba-a como se fosse a penúltima”. Está encontrado, então o tão procurado elixir da vida!


Tenho muita pena de o elixir da vida ser encontrado numa mera campanha publicitária, mas resolvi desvendar este “fodidíssimo” código (sim Sérgio, eu sei que te plagiei nesta tua nova palavra), mais complicado que o código deixado a Sophie pelo grande Saunière e achei-me no dever de dá-lo a conhecer à Humanidade.


A guerra pode vir a acabar e o mundo pode vir a ser salvo e porquê? A resposta a isto, caros leitores já pode ter sido descoberta por vós ao chegarem a vossa alucinante leitura até este ponto (se forem bons portugueses e tiverem lido só o titulo e esta parte, não desesperem! Leiam o terceiro parágrafo!).


Se mesmo assim, devido a estarem de ressaca não tiverem ainda encontrado a resposta, eu passarei a enunciá-la. Meus amigos, sendo esta nova Frize o elixir da vida e como cada uma que bebamos é, então, a penúltima, estamos imunes a qualquer arma mortífera, à velhice, à fome, A TUDO! A guerra que, claro já não tem nenhum sentido, deixará de o ter mesmo para senhores como o George W. Bush ou o Tony Blair.


A solução para a preserverança da Humanidade passa pela proliferação de bases de autodefesa Humana, isto é, as fábricas da Frize.
Sim, porque temos que, além de distribuir a garrafa pelos povos 3º mundistas, dar a possibilidade de a beber aos milhares de bebés que nascem todos os dias. Estes teriam que ser postos de quarentena até chegar ao momento que o seu sistema digestivo estivesse preparado para ingerir este precioso líquido.


A única coisa que teríamos que defender seria então, as fábricas da Frize, assim como assegurar a sua manutenção, a colecta das matérias-primas indispensáveis e claro, a presença de operários. Imaginem a quantidade de postos de trabalho que se arranjariam, tanto nas ditas fábricas, como na sua construção.


Com este pequeno post, além de ter explicado o elixir da vida, de o ter dado a conhecer, de ter salvo o planeta, de destronar máquinas de guerra e sofrimento escusado, de ter proporcionado milhões de postos de trabalho *, arrecadei uns euros, de publicidade da Frize.
Este preciosos euros serão destinados à compra de um colete à prova de bala, de uma arma de defesa e de uma máscara anti ataques biológicos e de alimentos, sim porque hoje em dia não se anda em segurança, uma pessoa está sujeita a perder a vida assim sem mais nem menos e não custa nada prevenir. Ah, esta parte não era para dizer, pois a minha teoria está a ser refutada por nada mais, nada menos que a minha pessoa. Não estejam já a pensar em dar-me duas chapadas só por eu ter caído na tentação de vos dizer que a teoria que nos vinha salvar, é uma aldrabice maior do que o Wrestling, apenas agradeçam ter-vos dado uma luzinha de esperança durante o tempo em que ainda não tinham lido a frase anterior.



* Vocês devem estar a pensar que, se a Frize é o elixir da vida, porque é que temos então que trabalhar. Pois, realmente o vosso raciocínio provocou uma dedução dentro dos limites da razoabilidade, mas reparem, se esta Frize é o elixir da vida, ela só pode permitir a nossa imortalidade, não permite a ausência de sofrimento originada pela fome que passamos por não termos dinheiro, que seria o fruto do trabalho, que se iria deixar de praticar, só por se pensar que não se pode morrer (isto da fome, foi só um exemplo, há muitos mais, por isso o que é que estão à espera?! TOCA A TRABALHAR!!!!

Merdas Parte I

A pura demagogia encontrada em exuberantes raciocínios fundamentalistas extremistas exclusivos, aliás “rigorosamente exclusivos” de mentes propícias à sua ascensão maquiavélica, nesta exacerbada forma económica, em termos capitalistas de puro consumo sanguinário, requer um leque de possíveis abstracções e uma imensa panóplia de deduções, originárias de grandiosos CABRÕES!
Isto é, grandes autores que, ao retratando a mesma panóplia de constatações descaindo na humanidade, abordaram determinados tabus. Esses mesmos autores, que ao criarem expressões e teorias susceptíveis da imaginativas e poderosas lógicas, citando as verosimilhanças, veementes de qualquer antifascista tornam esta aula uma cena propicia a escrever merdas como esta.

Tuesday, April 11, 2006

"Dijért" in Rio 2006

De que Portugal está mal e que pouca coisa de bom se aproveita neste país já todos nós sabemos, agora a presença dos D’zrt no famosíssimo “Rock a la Rivière” é que nem lembra ao menino Jesus. *

Já não bastava termos um P.M., que nos abandonou por mais uns trocos do que recebia cá, um Estado que, independentemente do partido que se encontra à sua frente, gosta de subir o investimento na Defesa e diminuir o investimento na Educação, reality shows e novelas conspurcando o horário nobre da televisão generalista, agora o grande evento de rock planetário vai contar com uma “banda” que irá sujar o seu nome.
Além deste ano, o cartaz estar fraco, contado com bandas e artistas destinados a elites, a organização teve a brilhante ideia de contratar uma banda conhecida por ter quatro membros, que além de plagiarem letras já existentes, não tocam nenhum instrumento, ah minto, acho que há uma ou duas músicas, em que um elemento faz uns simples acordes na sua guitarra acústica. E ainda estou para saber se esses simples acordes não são emitidos em playback para o público. A única razão por ainda não ter descoberto isso, é porque ainda não tive a coragem de pegar num dvd deles e analisa-lo com atenção (sim porque, este miúdos são tão bons que já lançam dvds!). A única coisa que fazem é cantar e mal. Ah, e também dão cambalhotas, saltos e mortais! O que me intriga mais é o facto de eles atraírem (quase) tudo o que é malta dos 6 aos 16, no caso dos rapazes, e dos 6 aos 24 no caso das raparigas, o que me leva a pensar que a o sexo feminino leva mais 8 anos a ter uma verdadeira noção da realidade do que o masculino.
Resumindo, o palco-mundo do Rock in Rio 2006, irá ser pisado, pior, aberto!, por uma “banda”, que apresenta um enorme sucesso entre muitos adolescentes, devido a estas possíveis, frustrantes e /ou cómicas razões:

1- Dispõe de quatro elementos que participam ou participaram numa tele-novela.
2- Estes mesmos quatro membros conseguem, imagine-se, dar mortais e saltos em pleno concerto.
3- Os referidos membros, quando posam para alguma fotografia, ficam sempre com a cabeça inclinada e com ar de sérios, o que ao invés de, transmitir a ideia que estes possuem alguma deficiência, cria imenso furor entre os fãs.
4- As suas letras são plagiadas e pouca gente sabe, os que sabem não se importam e até acham giro e diferente. Ao contrário de todas as bandas, que escrevem as suas músicas, os D’zrt, primam pela originalidade, tentam ser diferentes das bandas já existentes, ou seja, plagiam-nas.


Os seus fãs estão em crescente aumento: pessoas inocentes, ao saberem, que há uma banda muito popular, que nem sequer tem trabalho em escrever letras, desperta-lhes a atenção, levando-as ao estado de transe, onde não têm noção da realidade, compram os seus albúms, decoram as letras, chegam a ir a concertos, imagine-se!
A sua música nem sequer é tocada por os principais membros. É tocada sim, por pessoas que nem são conhecidas e que permanecem na parte de trás do palco nos concertos.

Ao fim disto, uma pessoa, que antes pensava que, o país não podia bater mais fundo, apercebe-se que esse momento dar-se-á quando os Dijert (isto segundo uma professora muito experiente nestas andanças disse) subirem ao palco do grande evento de rock planetário. Por isso, povo Português, temos cerca de um mês e meio de dignidade pela frente. Toca a APROVEITAR!
*Optei por usar um cor de rosinha no cabeçalho, porque achei que era apropriado para falar de uma banda "feminina", adorado pelo público feminino

Wednesday, March 08, 2006

Apresentação BLOG!


Boas! Doris Project! Porquê? Primeiro porque Doris é o apelido da Lady Justice que faz capa no 4º álbum dos MetallicA (…And Justice For All) e esteve presente em estátua em diversas digressões dos MetallicA.

Este álbum tornou-se um poderoso painel contra o poder do dinheiro e outras hipocrisias, músicas longas, apenas nove. Não é um álbum muito rápido (aquela porradaria supersónica, a não ser a "Dyers Eve") mas é pesado e moderadamente arrastado. O instrumental está foda como sempre, porém, percebe-se uma maior técnica, refinamento. A voz de James Hetfield chega nos timbres que conhecemos hoje. E as letras continuam a dizer muito. (Esta parte foi feita unicamente para vocês dizerem: “epah, este gajo, sim senhor…assim sim!”)

A Doris, como ficou conhecida representa a justiça e a critica ao sistema. De alguma forma, procurarei neste blog pegar na simbologia desta figura para criticar certas e determinadas coisas. PROJECTO DORIS!

Há também outras razões por o blog ter este nome, mas devido ao seu carácter extremamente estúpido e capaz de ferir mentes mais conservadoras não as vou citar…

Este blog tem como principais objectivos o entretenimento de quem o lê e a expressão de pensamentos e sonhos (lol), adjacentes à minha pessoa.

Este blog retrata histórias passadas (com uma distorção a descair para o cómico, acho eu) e também descreve histórias inventadas às tantas da manhã, que de real nada têm. Histórias passadas tanto no gueto viseense (lol), como em Coimbra (geralmente à noite, o que poderá tornar o artigo “bio-desagradável”).

Os artigos publicados incluem também palavras-chave como sopa, batatas fritas ou coco (ingrediente utilizado em determinadas receitas e não cócó), não como produtos culinários, mas sim como fruto de vários anos a filosofar e a gozar a vida, com os meus bro's (lol) – Jackass; Sócio; Pitão; Tiago; André; Elson; Sacho; Smeagol; Xina, perdoem-me se me esqueci de algum...mas a minha memória já não é o que era, desde que vim para Coimbra e me habituei a dormir 2/3/4 horas por dia!

Ah e já agora aproveito para dedicar este blog aos MetallicA, aos System of a Down e ao 1.5 milhão de arménios vitimas do Genocídio ocorrido na Arménia, em 1915, montado pelos Turcos…quer dizer, não sei de que forma posso dedicar-lhes um simples blog, que ainda por cima retrata histórias recentes, que nada têm a ver com a História mundial e que ainda por cima, muitas são ficção…mas pronto, já que não lhes posso dedicar mais nada…quer dizer sempre lhes posso fazer uma musica…mas não pode ser, já existe a P.L.U.C.K. (Politically, Lying, Unholy, Cowardly, Killers), da autoria dos SOAD e presente nos seu primeiro álbum. Ah...só se criar um blog com um título qualquer, que retrate um assunto qualquer, que nada tenha a ver. É isso, vou pensar nisso…e se calhar até irá ficar com a localização: http://dorisproject.blogspot.com/. Vá, penso nisso mais logo…

Este blog não tem como objectivo ofender ninguém, nem referir ninguém em particular, apenas tentar dar um sentido cómico a certas e determinadas situações…Agora de tentar a conseguir ainda vai um bocado. É você, caro leitor, que me irá julgar…

Ah já agora aconselho-vos a visitar o blog e ler os seus artigos ao som de música artística, limpa, clássica e de qualidade. Vou citar alguns exemplos:

1 – Mata Ratos (“C.C.M”; “Eu? Estou-me a cagar!”; “XU-PA-KI” ou “No meu sonho era o Figo”.

2 - Filii Nigrantium Infernalium (qualquer uma)

3 – Necrocest (qualquer uma)

4 – Cannibal Corpse (qualquer uma)

Ah e se estiverem fartos de ler esta merda, não estiverem a achar piada nenhuma, estiverem em pensar em dar-me duas chapadas e se se quiserem rir a bom rir ouçam a música Bicycle dos Queen (dêem especial atenção ao seu início).

Ah e se estiverem a ter um enfarte por excesso de riso e quiserem abrandar, ouçam a musica Stairway to Heaven dos Led Zeppelin de trás para a frente. Desemerdem-se, saquem a música do reversedspeech.com, saquem o Sound Forge (enviem-mo para o mail, já agora), não quero saber…é um bom remédio se quiserem parar d rir imediatamente…

Quer dizer, isto é facultativo, se quiserem podem ler os artigos, justamente a respirar, a mexer a mão com que manuseiam o rato, a piscar os olhos, com todos os programas fechados, menos o Internet Explorer, o Mozilla FireFox, o Opera ou qualquer programa de navegação na Internet que possam utilizar na vossa máquina, que ao ter entrado neste blog, já se encontrará sensivelmente 27.99 vezes mais potente!

Aproveito desde já para agradecer a Talcott Parsons e a Max Weber, tanto pelo espaço disponibilizado no café do Talcott, para a concretização das nossas tertúlias e jogos de PES, como pelo 1/3 do colchão e paciência para ouvir as minhas teorias sobre mulheres sonâmbulas, Casa Pia process, linguagem russa e afins.

Aceito sugestões para assuntos a abordar: vortex@portugalmail.com

A 4L do JACKASS

Pois é, não pensem que se trata de uma 4L qualquer porque não é bem assim. Esta 4L a que me refiro, apesar de só se encontrar na posse deste senhor há cerca de 1 ano, já tem tantas histórias que dava para abrir uma nova cadeira na Universidade: “História da 4L do Jackass”, ou escrever um livro:”As aventuras do Jackass na sua 4L”, ou mesmo um documentário na BBC:”O comportamento das 4L nas mãos do seu destruidor”.

Desde os 80 em caminhos agrestes, às curvas dadas fora de mão em pleno temporal, passando pelos saltos por cima de muros em direcção a vinhas acabadas de cultivar, esta 4L pode apelidar-se de uma resistente, como nunca visto. Nem mesmo João Garcia, se pode chamar mais de sobrevivente que esta máquina de destruição (e nem precisou de escalar o Evereste, apenas um pequeno monte em Esmolfe!).

Passadas horas da Direcção-Geral de Viação ter passado o atestado de suicídio (GUIA), ao Albuquerque, este indivíduo induziu dois colegas seus (um, infelizmente sou eu), numa viagem ao *****, que se adivinhava perigosa. O excesso de velocidade, alienado à falta de segurança da máquina, juntamente com o piso escorregadio e conversa sobre raparigas bem formadas, levara à primeira demonstração de perícia do nosso condutor (a parte da perícia foi a gozar).

Muitos momentos de puro medo e susto se seguiram, ao fazermos de passageiros neste carro, mas claro, desde que ele DEIXE DE FAZER ESTAS MERDAS NÓS VAMOS CONTINUAR A ANDAR COM ELE!!!

Mas nem só de sustos é marcada a história desta 4L. Ela é também marcada pela colocação de auto-rádios, com vista à audição da Sanitarium. Esta proporcionou-nos grandes momentos de gozo e engate às cachopas (lol). Ah pois, não são os Renaults 5 sem fundo, escape da Remus, auto-rádio da Pionner a debitar enormes decibéis de puntz, puntz, trá, tá, tá, a que se acrescenta um autocolante no vidro traseiro a dizer Tunning, que as moças gostam. Quer dizer, se calhar até é…bem mas a nossa terra é uma excepção. Elas gostam sim, diz-me a minha experiência, de rapazes bem formados, que passam discretamente por elas sem dar ao alarme numa humilde 4 latas.

Mas isto não se aplica a nós, porque além de não sermos bem formados, não passamos discretamente, somos obrigados a passar de maneira machista, colocando o braço de fora da mesma. Isto devido ao espaço reduzido onde se encerram nossos corpos. Também Metallica a bombar para os transeuntes ouvirem a bom som, não ajuda à descrição. Pelos vistos, a única coisa que temos, será então, a humilde 4L.

Como diz um senhor com experiência:”A 4L é como um jipe, é só preciso meter gasolina!”. Ao que nós acrescentamos:”…e dar ar aos pneus às vezes também é preciso”.

Deixo um apelo, quem tiver uma 4L e não se utilize dela para dar umas boas voltas, avise. O Tone não se importa de a comprar para nós andarmos nela (lol). Tem que se apresentar em bom estado claro, não pode apresentar vestígios de que qualquer peça Tunning tenha tocado a sua valiosa e única tinta.

Thursday, March 02, 2006

Intensive Care_batatas fritas no cabelo (batata-palha)



Note-se que este artigo deve ser lido ouvindo a música Radio Ga Ga dos Queen com o objectivo do nível de comédia ser consideravelmente aumentado! Põe-se também a hipótese, no caso de lhe dar mais jeito, de ouvir outra música potencializadora do aumento de riso, a “Can I Play With Madness” dos Iron Maiden.

Venho por este meio mostrar o meu “intensive care”, indignação, inconformismo, revolta, desprezo, frustração e mesmo vergonha de pertencer a uma comunidade onde o número de especímenes que recorrem ao uso de batatas fritas no cabelo * (cujos possíveis objectivos enumerarei mais à frente) se encontra em crescente aumento.
Apesar deste hábito ser mais ou menos bem aceite pelo comum dos mortais, o recurso a outros complementos vem aumentar o nível de preocupação sentida na minha mente. Estes complementos adicionados às batatas fritas colocadas no cabelo vão desde o brinco amarelo (fraca imitação de ouro), ao uso de autocolantes onde se incluem palavras como “TUNNING”, “PIONEER” ou mesmo “REMUS”, no vidro de trás de carros que geralmente são da marca Opel Corsa (o mais habitual), Volkswagen ou Fiat.
De certeza que vós, caros leitores, já se depararam com esta espécie de humano em crescente aumento, mas tal individuo passou ao lado da vossa capacidade de gozo, porque, mesmo eu, não possuo gozo suficientemente poderoso para aplicar a tal fracasso de ser humano.
Pertencendo eu a uma comunidade onde o uso de batatas fritas no cabelo * é tão habitual como cortarem o clítoris às mulheres em algumas regiões africanas. Tão normal como ver a bola a beber cerveja acompanhada por tremoços. Tão usual como os presidentes do SLB terem sempre uma queda para o seu copito de vinho, não posso deixar de ficar indignado com tais ultrajes à civilização, que levou tantos milhares de anos a evoluir para o ponto que estamos, para agora virem para aí uns rapazolas armados em engatatões, que decidem humilhar-nos desta maneira.

Bem, passo então a citar os possíveis objectivos (ao fim de anos de pesquisa e observação que me dediquei), que levam à colocação das ditas batatas fritas no cabelo *.
1 – Tentativa de embelezamento
2 – Tentativa de aumento de charme
3 – Necessidade de uso para integração em grupos com diferentes características, que vão desde aos Tunning aos…pah não sei mas geralmente quem se apresenta com este estilo, pertence, irremediavelmente ao um grupo Tunning, não querendo isto dizer, que todos os amantes do Tunning, possuam batatas fritas!

De seguida passo a enunciar as características gerais desta espécie de ser humano:
Físicas – Cabelo com maior ou menor quantidade de madeixas louras, que se assemelham a batatas fritas * ; uso de brinco (amarelo de preferência); camisa por dentro das calças; calça de ganga (de preferência por cima do tornozelo); meia branca e sapato de sola (com o objectivo de chamar a atenção de moças presentes no terreno, devido ao enorme ruído produzido por estes, aquando pisam areias ou mosaico).
Psicológicas – as características psicológicas variam muito de (nem sei que lhes chamar) para (nem sei outra vez o que lhes chamar), mas normalmente são: conversas em volume ensurdecedor; uso e abuso de linguagem grosseira; conversas a descair para o cariz sexual ou futebolístico; transparência de machismo, audição exacerbada de música pimba e puntz, puntz, trá, tá, tá, etc… Se detectarem mais algumas avisem.
Além destas características, há algumas que não são, nem físicas, nem psicológicas: acompanhamento de copo de cerveja numa mão e cigarro na outra; condução de viatura com o braço esquerdo (em parte) de fora do vidro e com o direito esticado contra o volante ou, com o braço esquerdo esticado contra o volante e o direito apoiado na manete das mudanças (note-se que isto também é possível numa 4L)

Esta visão não tem em vista encorajar os possuidores deste estilo a abandonarem as suas amadas batatas fritas * , que tanto se apegaram ao seu cabelo, mas tem em vista, sim, que estes rapem o cabelo de vez, com vista à desinfestação.


Agora, a sério: eu tenho amigos que se apresentam com o cabelo desta maneira e não deixo de os tratar como amigos pelo simples facto de terem adoptado tal comportamento. As minhas visões caracterizam a generalidade de tais pessoas, não sendo regra que todas pertençam a grupos Tunning, que se vistam de determinada maneira ou que tenham os objectivos que eu enunciei, em mente.



* as citadas batatas fritas não são batatas fritas quaisqueres, mas sim o tipo de batatas fritas usadas num cachorro ou num hambúrguer, isto é, a batata-palha!